Atração fatal (segunda - 08/09/08 - 11h54)

Em tempos de escutas ilegais é melhor esquecê-lo.
Música do dia (segunda - 08/09/08 - 11h51)
Há quem diga que muitas são as coisas importantes da vida, mas na minha modesta opinião o melhor mesmo é amar. E quando isso acontece de maneira plena, tudo na vida passa a ser diferente e mais prazeroso. A pele melhora, a disposição aumenta, emagrece-se sem perceber, o cabelo fica com mais brilho... Enfim, tudo muda para melhor.
E foi no rastro desse pensamento que, revirando meu baú musical, descobri uma letra da eternamente genial Dolores Duran, musicada por ninguém menos que Carlos Lyra.

Escrever sobre essa dupla – Dolores Duran e Carlinhos Lyra – é missão para poucos, e por isso deixo que a trajetória de ambos cuide do assunto.
Para melhorar ainda mais as verdades contidas em O negócio é amar, trago uma versão desse hino ao amor na voz inconfundível de Leny Andrade, que tem Dolores Duran como sua eterna diva.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça O negócio é amar, com Leny Andrade.
Óleo de peroba (segunda - 08/09/08 - 11h51)
Nos últimos dias, a hipocrisia política voltou à cena com a morte de figuras importantes da cultura nacional. Horas depois de anunciada a morte de Dorival Caymmi, o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, disse que batizaria uma das ruas da zona sul com o nome do baiano que escolheu a Cidade Maravilhosa como endereço oficial.

Na última semana, com a morte do competente Fernando Torres, o alcaide carioca repetiu a dose.
Ora, homenagem se faz em vida. Até porque, como cantava Nelson Gonçalves, “depois que eu me chamar saudade não preciso de vaidade”.
E como qualquer comentário depois de frase tão genial seria um abuso, sugiro que clique aqui para ouvir Quando eu morrer, com Nelson Gonçalves.
Sem entender (segunda - 08/09/08 - 11h49)
Tirei o final de semana para mais um longo e delicioso convívio com minha filha. Uma virginiana que consome minhas energias e me ensina muitas coisas. Crítica e obcecada pela perfeição, o que a faz uma detalhista convicta, ela me levou a um momento de reflexão e dúvida. Como será o convívio de duas pessoas do signo de Virgem.
Confesso que não sou ligado à astrologia, até porque há no mundo três coisas que desconfio. Horóscopo, balança e a mulher do vizinho. Mesmo assim, imune a esse trio, continuei pensando no assunto. Sei que existe aquela coisa do ascendente para determinar a personalidade de uma pessoa, mas fiquei imaginando como será o cotidiano de dois virginianos que dividem o mesmo teto.
E cheguei a uma conclusão que pode não ser a regra. Quando duas pessoas, nascidas sob a regência astrológica de Virgem, se encontram e juntas ficam é porque o amor é maior que qualquer outra coisa. Elas nasceram uma para outra. Foi o que disse a uma amiga que aniversariou neste 7 de setembro, o Dia da Independência.
“A gente se completa” – foi o que ouvi, por telefone, dessa amiga. Encerrada a conversa, voltei a pensar. Como deve ser dois perfeccionistas se completando reciprocamente?
Chamem o Aurélio! (segunda - 08/09/08 - 11h47)
Há dias, dirigindo pela cidade de São Paulo, sintonizei o rádio do carro na CBN. E acabei surpreendido por um covarde ataque á gramática. Um integrante da emissora conversava com o âncora de um programa sobre a mudança de pauta. E para tal o comentarista disse que o primeiro assunto poderia ser “adiado para depois”.
Trata-se de algo tão absurdo, que até o computador sublinhou com um traço verde a expressão, como se quisesse avisar que algo de errado havia no texto.
Não é de hoje que se discute a necessidade de diploma para o exercício do jornalismo, o que é uma enorme perda de tempo, pois escrever é algo que vem da alma. E quem assim o faz não foge à coerência e à ética.
Muito antes de se cobrar o canudo é preciso exigir que aquele que escreve saiba respeitar a língua portuguesa. E esse é um assunto que não se pode “adiar para depois”.
Fim do caminho (segunda - 08/09/08 - 11h45)
Um dia, caminhando pela Avenida Paulista, descobri que uma boa e bem freqüentada livraria havia deixado o local. E lá se instalou uma farmácia. Dessas com cara de supermercado. Para mim foi uma tristeza enorme, pois o melhor remédio para qualquer nação está nos livros.
Disse Monteiro Lobato, certa vez, que “uma nação se constrói com homens e livros”. E Monteiro Lobato estava, como sempre estará, absolutamente certo.
Na última semana, um novo capítulo dessa degradação da sociedade me surpreendeu. Nos Jardins, bairro nobre e elegante de São Paulo, onde havia uma farmácia surgiu mais um boteco de quinta.
O que mostra que em breve teremos mais alguns inúteis alcoolizados circulando pelas ruas.
Falso moralismo (segunda - 08/09/08 - 11h44)
Por decisão da Justiça do Rio de Janeiro, a revista Playboy não poderá veicular em novas edições do último número da publicação a foto da atriz Carol Castro com um terço em uma das mãos. O juiz Oswaldo Freixinho, da 29ª Vara Cível do Rio, acolheu pedido de uma organização religiosa e de um padre de Goiás.
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Trata-se de um escandaloso caso de censura, especialmente se considerarmos que a maioria dos casos de abuso de menores ocorre nas sacristias.
De mais a mais, se a Justiça quer mesmo colocar ordem na casa, que fiscalize o dinheiro de caixa recebido por padres e seu quetais nas cerimônias religiosas, especialmente em casamentos. Bufês, floristas e corais pagam propina aos padres para atuar em determinados locais.
Tremenda besteira (segunda - 08/09/08 - 11h42)
Só mesmo quem anda pela Paulicéia Desvairada para entender as insanidades que ocorrem na maior cidade do país. Há dias, parado em uma das grandes avenidas de Sampa, deparei-me com uma faixa presa a um poste.
“Perdendo seu amor? Resolva! Pagamento após resultados.” Eis a mensagem que estava estampada na faixa.
Não demorou muito e a faixa foi retirada por funcionários da prefeitura, que cumprem a ordem de manter a cidade visualmente limpa. A minha indignação não se deu pela transgressão da lei, mas pela mensagem.
Desde quando algum tipo de mandinga reverte um caso de amor que já teve o seu fim decretado?
Eu mesmo já fui vítima dessas tentativas. Uma de minhas ex-mulheres buscou nas chamadas ciências ocultas uma forma de preservar um casamento que ela própria destruiu.
Como não acredito nesse tipo de solução, aceitei pacientemente as supostas incursões do além para ver o final da história. Resumindo, a separação está prestes a completar dezoito anos.
Ou seja, esse tipo de sandice só resolve o problema de quem vende o serviço milagroso. Coloca mais algum dinheiro no bolso e paga as contas.
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