Um pouco de Sampa (terça - 02/09/08 - 13h03)

Detalhe do Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret.
Música do dia (terça - 02/09/08 - 12h51)
Em tempos de furacões, grampos ilegais e hipocrisias políticas, o melhor mesmo é falar das coisas do coração. E para tal não se pode dispensar a voz marcante de Gladys Knight, um dos grandes nomes da soul music.
Gladys Knight, que já passou por aqui, mostra em Neither one of us todas as razões que a transformaram em um eterno ícone da música norte-americana e mundial.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Neither one of us, com Gladys Knight.
Coração apertado (terça - 02/09/08 - 12h49)
Com muita tristeza e apreensão acompanhei a chegada do furacão Gustav em New Orleans, no estado americano de Louisiana. E a minha paixão pela música negra daquele país redobrou a minha tristeza.
Somente quem conhece a cativante New Orleans, inclusa a sua infindável musicalidade, consegue avaliar o que significa a chegada de um novo furacão três anos depois da catástrofe provocada pelo Katrina.

Furacões são interessantes apenas em filmes e cenários de parques de diversão. Ao vivo a história é bem diferente. Durante os quase três anos (34 meses) em que morei nos EUA, enfrentei três furacões.
Na minha estréia na seara dos furacões, o primeiro deles empurrou-me contra a parede de uma loja no centro de Miami. Pronto, naquele momento estava selada a minha parceria com essas estranhas manifestações da natureza.
Em duas outras ocasiões, os furacões também não deram moleza a mim e aos habitantes da terra do Tio Sam.
No segundo furacão acabei passando dois dias em um abrigo público. A sensação de impotência é enorme. No momento da "fuga", ainda neófito no assunto, busquei reunir o máximo de objetos de valor. Foram quarenta e oito horas vivendo dentro do carro.
Já no terceiro furacão não consegui fugir. E acabei presenciando todo o estrago da janela de casa. É triste, muito triste. Portas e janelas voavam como se fossem finas e levíssimas folhas de papel. Árvores arrancadas. Carros e caminhões virados. Sonhos arruinados.
Enfim, uma experiência que jamais sairá da minha memória. Confesso que torci muito para que esse tal Gustav perdesse a arrogância. E a torcida parece que deu certo.
O problema é que a época é de furacões. Hanna, o mais novo furacão da temporada, já está sobre o mar das Bahamas.
Hipocrisia total (terça - 02/09/08 - 12h47)
Ontem, nas minhas escritas políticas, noticiei a celeuma criada em torno do último filho da governadora do Alaska, Sarah Palin, indicada a vice na chapa do republicano John McCain.

Órgãos de imprensa dos EUA suscitavam dúvidas sobre a gravidez de Palin, tendo como referências comparativas algumas fotos da própria governadora e de sua filha mais velha, Bristol, supostamente a verdadeira mãe da criança.
O fato correu pelos escaninhos da política ianque, e na noite de ontem o assunto começou a ser esclarecido pelos republicanos. Bristol, de 16 anos, está grávida e em breve se casará com o namorado. Nada de anormal nos dias de hoje.
Acontece que analistas políticos já consideram o assunto como um problema para a candidatura de McCain, cujo eleitorado é composto, em sua maioria, por conservadores.
Ora, esses conservadores parecem que vivem numa redoma de hipocrisia. Apóiam a invasão do Iraque, onde a carnificina humana é o preço que se paga para ter acesso ao petróleo daquele país, mas a gravidez de uma adolescente é um ponto desfavorável à candidatura de John McCain.
Enfim...
Fumaça perigosa (terça - 02/09/08 - 12h45)
Não faz muito tempo, era extremamente fácil encontrar em algumas esquinas da cidade de São Paulo gente vendendo incenso. E o gosto pelo incenso, durante uma época, virou moda. Eu mesmo ainda tenho no escritório algumas daquelas perfumadas varetas. Especialmente porque sou um olfativo confesso.
Agora, com os resultados de um estudo realizado na Dinamarca, o fim dos incensos está próximo. A pesquisa mostra que o hábito diário de inalar a fumaça produzida pelo incenso aumenta em até oito vezes a chance de desenvolver câncer no sistema respiratório.
De acordo com os dinamarqueses o que a substância existe no incenso que provoca risco de câncer é o benzeno.
Tudo é possível (terça - 02/09/08 - 12h43)
Há dias, navegando pela rede mundial de computadores, deparei-me com uma notícia que até hoje não sei como classificá-la. Uma fatia do bolo de casamento de lady Diana Spencer com o príncipe Charles foi vendida por quase R$ 3 mil em um leilão na Grã-Bretanha.

Considerando que o casamento aconteceu em 1981, é difícil imaginar o que passa na cabeça de quem guarda um pedaço de bolo por quase 30 anos e na de quem compra.
Enfim, a realeza provoca esse tipo de seqüela.
Loucos de sobra (terça - 02/09/08 - 12h40)
Pode parecer piada de mau gosto, mas o Ministério da Saúde vai patrocinar uma escola de samba de São Paulo. E a escolhida é a Vai-Vai, que leva para a avenida, em 2009, um enredo em comemoração aos vinte anos de criação do Sistema Único de Saúde, o SUS.
A primeira heresia nessa história é que enquanto o Ministério se preocupa em financiar uma escola de samba, muitos brasileiros morrem nas filas dos hospitais à espera de tratamento.
A segunda, e pior delas, é que na quadra da Vai-Vai o comportamento não coaduna com os preceitos da Saúde. Até porque, o que se vende e se consome por lá mataria de inveja o traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía.
Consumo excessivo (terça - 02/09/08 - 12h38)
Durante o período em que morei nos EUA, uma detalhe do cotidiano me impressionou. A quantidade de refrigerante consumida pelas pessoas que lá vivem.
Nas redes de fast food o consumo é tão grande, que o cliente, para não incomodar os balconistas, recebe um copo vazio com direito a abastecê-lo quantas vezes quiser. Prática adotada recentemente no Brasil.
Tudo porque o negócio na terra do Tio Sam é vender em larga escala. Ou seja, o conceito do atacado muitas vezes desembarca no varejo.
No último domingo, outra situação me impressionou. Desta vez aqui no Brasil. Na guerra entre as gigantes dos refrigerantes, aumentar o tamanho das embalagens é a regra.
Depois de a Coca-Cola lançar a garrafa de 3 litros, muito comercializada em épocas festivas, a Pepsi contra-atacou e lançou uma garrafa de 3,3 litros. Ou seja, quase um galão (3,6 litros – medida padrão internacional) de refrigerante.
Depois tem gente que reclama de celulite e outros quetais.
Falta de imaginação (terça - 02/09/08 - 12h36)
Fazer um programa diário de entrevistas, na televisão, não é tarefa das mais fáceis. Na verdade, é um desafio contínuo e estafante. Principalmente porque manter a qualidade dos entrevistados é algo extremamente difícil, para não afirmar que é impossível.
No momento em que comemora duas décadas de existência, o programa de entrevistas de Jô Soares dá claros sinais de obsolescência. Ontem, segunda-feira, Jô Soares entrevistou um sujeito que construiu um caixão com maços de cigarro.

Não bastasse o “non sense” da entrevista, o entrevistado abusou da chatice. Mesmo assim, a direção do programa dedicou dois blocos ao bizarro entrevistado, que conseguia rir dele próprio.
Ou seja, está muito perto do fim estoque de entrevistas e entrevistados no programa global.
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