Nada mais justo (quinta - 28/08/08 - 12h49)

Ócio necessário e permitido.
Música do dia (quarta - 17/08/08 - 13h23)
Aos 84 anos, o armênio Shahnour Vaghinagh Aznavourian, ou simplesmente Charles Aznavour, é um dos mais longevos cantores francês.

Ator com mais de 60 filmes no currículo, Aznavour compôs 850 canções e vendeu mais de 100 milhões de discos.
O sucesso bateu à porta de Charles Azanvour pelas mãos da eternamente genial Edith Piaf, que ao ouvi-lo cantar decidiu levá-lo para um turnê na França e nos EUA.
Quarentões, cinquentões e outros quejandos poderão se deliciar com a voz e o balanço desse baluarte da música internacional, que volta a se apresentar em no Via Funchal, em São Paulo, no início de setembro.
Em Mes Emmerdes você confere o talento e o balanço do inconfundível Charles Aznavour.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Mes Emmerdes , com Charles Aznavour.
Delícia e desprazer (quinta - 28/08/08 - 12h27)
Na última quinta-feira, 21, voltava para casa, tarde da noite, depois de um longo e cansativo dia de trabalho. Foi quando decidi desviar o caminho e parar numa conhecida pastelaria da cidade de São Paulo. Yokoyama.
Há anos administrada por membros de uma mesma família de japoneses – e alguns agregados também – a Yokoyama é, na minha opinião, responsável pela melhor empadinha da Paulicéia Desvairada.
Foi naquela noite, na companhia de duas imperdíveis empadinhas de camarão com palmito, que acompanhei um capítulo da novela global “A Favorita”. Em poucos minutos conclui o que muitos certamente já concluíram.
O folhetim da Vênus Platinada é uma bem recheada cartilha de iniciação ao crime. Quem ainda está em dúvida sobre o ingresso no mundo das transgressões, certamente ficará convencido se assistir a meia dúzia de capítulos de “A Favorita”.
No momento em que o país discute o uso de algemas, a Rede Globo exibe, em horário impróprio, cenas que são verdadeiro convite à violência.
Fico pensando o que seria exibido na TV se as emissoras não vivessem sob o regime de concessão pública.
Em tempo: a pastelaria Yokoyama fica na Avenida Lins de Vasconcelos, 1365, no bairro do Cambuci – telefone (11) 3207-9613.
Quem, vez por outra, da o ar da graça na Yokoyama é Fabiana Murer, atleta que em Pequim foi desclassificada porque a organização dos Jogos sumiu com a vara que seria utilizada no salto em altura.
Tudo mentira (quinta - 28/08/08 - 12h27)
Naquela quinta-feira, enquanto dividia o tempo entre a TV e as empadinhas – lá mesmo na pastelaria – percebi que em “A Favorita” a Rede Globo promove uma banalização do jornalismo investigativo.
Esse tipo de jornalismo, o investigativo, está longe do que é supostamente desempenhado por um dos personagens da novela. Longe da redação e distribuindo cartões de visita a possíveis alvos de reportagens não é a melhor receita para um jornalista investigativo.
De mais a mais, quem tem o jornalismo na alma por conseqüência é um investigador nato.
Confesso que me sinto ofendido com o personagem da novela global. Não sei se a minha ofensa é porque a profissão é desdenhada ao extremo ou se trabalho demais.
Aos que têm fé (quinta - 28/08/08 - 12h25)
Deus não trabalha na ansiedade do homem.
As coisas acontecem na hora certa!
As coisas acontecem exatamente
quando devem acontecer!
Leia a primeira linha com atenção.
Se Deus trouxe isto a você,
Ele lhe trará algo através disto!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.
A história se repete (quinta - 28/08/08 - 12h22)
Recebi de uma amiga querida, que hoje mora na Bélgica, uma versão bem humorada dos ícones da Grécia Antiga.
Muito longe de ser uma zombaria, a conclusão é no mínimo lógica. Com uma boa pitada de maldade, é claro.
Na mitologia grega, Anfitrião era marido de Alcmena. Enquanto Anfitrião estava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma para copular com Alcmena, e Hermes tomou a forma de seu escravo, Sósia, para montar guarda no portão. Uma grande confusão foi criada, pois evidentemente Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa. No fim, tudo foi esclarecido por Zeus e Anfitrião ficou contente por ser marido de uma mulher escolhida de Zeus. Daquela noite de amor nasceu o semi-deus Hércules. A partir daí, o termo anfitrião passou a ter o sentido de 'aquele que recebe em casa'.
Portanto, sob a ótica da História Antiga, anfitrião é sinônimo de corno manso e feliz.
Fim do caminho (quinta - 28/08/08 - 12h18)
Confesso que não sei o que um tresloucado pode fazer com um bem público roubado. Placas de rua, acessórios de telefones públicos, tampas de bueiro... Enfim, deve existir uma explicação psicológica para tanto vandalismo.
Mas o que ninguém esperava aconteceu. Larápios levaram dois holofotes que iluminavam o local do acidente com o Airbus da TAM, onde será construído um monumento.
Eu não creio em bruxas e desconheço se há algum movimento do outro lado da vida, mas imagine 199 pessoas puxando o pé de cada um desses gatunos durante a noite.
Dinheiro de volta (quinta - 28/08/08 - 12h16)
Durante anos seguidos questionei o Estado por conta da cobrança do IPVA. Considerando que a sigla IPVA significa Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores, o mesmo não pode ser cobrado em caso de roubo do bem.
Como cabe ao Estado a obrigação de zelar pela segurança pública – e o não roubo e e furto de carros entram nesse quesito – nada mais justo do que proprietário de um veículo roubado ser ressarcido, pró-rata, daquilo que pagou a mais. Até porque, a propriedade deixa de existir no momento em que o bem desaparece.
Trata-se de uma questão de bom senso, cuja materialização depende apenas do cruzamento dos dados da Polícia Civil, que registra os boletins de ocorrência, os do Detran e da Secretaria da Fazenda.
Ontem, finalmente, o governo paulista publicou um decreto que decreto que garante a devolução de parte do IPVA pago neste ano a quem teve o veículo roubado ou furtado a partir de 1º de janeiro de 2008.
Quando iniciei campanha pela devolução do dinheiro, muitos me chamaram de louco. Disseram que era perda de tempo, pois o Estado jamais devolve dinheiro ao contribuinte.
Esta aí a prova de que vale a pena lutar. O bom da democracia é que, em tese, quem manda é o povo.
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