Textura do dinheiro (quarta - 18/06/08 - 17h16)

Fachadas se sobrepõem na Avenida Paulista.
Música do dia (quarta - 18/06/08 - 17h09)
Nascida em Amsterdan, a holandesa Trijntje Oosterhuis é uma eclética e reconhecida cantora de pop e jazz.

Trijntje Oosterhuis já passou por aqui, mas sempre vale a pena resgatar algumas das músicas às quais ela empresta seu incontestável talento.
Em Do You Know The Way to San Jose, sucesso eternizado na voz de Dionne Warwick, Trijntje Oosterhuis mostra porque tem tantos seguidores ao redor do planeta.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Do You Know The Way to San Jose, na voz de Trijntje Oosterhuis.
Chamem o ladrão (quarta - 18/06/08 - 16h47)
No momento em que alguns Detrans do país estão na alça de mira das autoridades, o mínimo que os servidores deveriam fazer é minimizar a corrupção.
Mas não. Em São Paulo, o exame psicotécnico exigido para os exames de motorista podem ser suprimidos, desde que o postulante ao cargo de piloto pague a módica quantia de R$ 250.
Isso mesmo, R$ 250. Ou seja, o que deveria ser inviolável transformou-se numa gorda fonte de renda para criminosos que posam de honestos.
Vai virar moda (quarta - 18/06/08 - 16h45)
A morte dos três jovens que foram entregues aos seus algozes por militares do Exército que faziam o patrulhamento no Morro da Providência, na Cidade Maravilhosa, levou o governo federal a oferecer uma indenização de R$ 300 mil para cada família.
Considerando que o crime nos morros cariocas é mais forte que o Estado, como um todo, tal concessão abre uma enorme brecha para que outras tantas mortes, por motivos outros, sejam creditadas indiretamente aos militares.
O Brasil é o paraíso dos espertos e do mínimo esforço, e não será novidade se o que ora escrevo já esteja ocorrendo.
Em alguns estados norte-americanos, a indenização por atropelamento ultrapassa a casa de U$ 1 milhão. O que faz com que muitos torçam para serem alvejados pelo carro de um motorista imprudente.
Pode estar nascendo uma indústria de indenizações.
Tudo novamente (quarta - 18/06/08 - 16h43)
Quem pensa que o caso Isabella Nardoni caiu no esquecimento, engana-se. Nesta semana, os veículos de comunicação abriram espaço para o caso, especialmente porque as testemunhas de acusação continuam prestando depoimento à Justiça.
Ontem, terça-feira, a Justiça ouviu os peritos que participaram da confecção do laudo técnico-policial. Ao juiz que comando o caso, uma perita disse que a amostra de sangue encontrada no carro dos Nardoni era da pequena Isabella.
E reforçou suas palavras alegando que na análise foi utilizada uma tabela do Federal Bureau of Investigation, o FBI.
Fica aqui a minha pergunta. Em qual país ocorreu o crime? Aqui no Brasil ou lá na terra do Tio Sam?
Patriotismo de araque (quarta - 18/06/08 - 16h42)
No final de semana, muitos torcedores foram ao ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, para acompanhar os jogos da seleção brasileira de vôlei. A quantidade de gente era tamanha, que a região sofreu com o excesso de veículos.
Torcer pela pátria no mundo do esporte é patrioticamente correto, mas ser patriota vai muito além de vestir uma camisa amarela e gritar Brasil, Brasil, Brasil.
Ser patriota é respeitar as leis e os cidadãos. E isso não foi o que aconteceu no final de semana, em São Paulo.
Afoitos, muitos torcedores simplesmente estacionaram os carros sobre as calçadas, ignorando por completo o direito de qualquer cidadão de ir e vir. Lembrando que todos foram vítimas dos enfadonhos e sufocantes flanelinhas ou guardadores de carro.
Diante do absurdo, decidi ligar para acionar a Polícia Militar, que já monitorava o local do evento. Fui informado que deveria telefonar para a Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET. Foi o que fiz.
Após esperar por mais de quinze minutos, sem qualquer sinal de atendimento, acabei desistindo. Apenas o atendimento eletrônico estava ativo, e sempre voltava para a primeira das opções.
Resumo da ópera: os carros permaneceram lá, sobre a calçada, e os policiais nada fizeram para coibir uma barbárie.
Sendo assim, prefiro torcer contra qualquer equipe esportiva brasileira, mas respeitar as leis e os meus semelhantes.
Lado B (quarta - 18/06/08 - 16h40)
Na manhã desta quarta-feira fiz um pente fino nas emissoras de televisão em busca de informações sobre a seleção brasileira. Qual não foi minha surpresa quando, na TV Record, vi a ex-apresentadora Mara Maravilha em uma espécie de revista eletrônica da emissora do bispo Edir Macedo.
Participando de um quadro que rende algum dinheiro ao entrevistado, desde que o mesmo se comprometa a dizer somente a verdade.
Na abertura do tal quadro, a Record fez uma retrospectiva da vida de Mara Maravilha. E foi o suficiente para que a ex-apresentadora reclamasse da decisão do programa.
Mara não gostou de alguns detalhes que foram lembrados, como o seu namoro com um dos então Menudos e o fato de ter posado nua.
A baiana Mara Maravilha disse que se arrepende de ter mostrado sua nudez em uma revista masculina. Isso tudo porque a ex-apresentadora freqüenta uma igreja evangélica pentecostal.
Ora, se Mara de fato está arrependida, que devolva os US$ 400 mil dólares que recebeu para mostrar suas curvas na Playboy, ou doe os bens que comprou com o dinheiro.
Esse falso moralismo me lembra os súditos do Tio Sam. Bill Clinton fez o que quis com Monica Lewinski, para depois surgir na telinha dizendo que sexo oral não é sexo.
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