PARA QUE A VIDA NÃO SEJA UM ETERNO CARNAVAL

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A cara da liberdade (segunda - 02/06/08 - 12h18)

Ócio merecido à beira do mar do Caribe

 

Música do dia (segunda - 02/06/08 - 12h10)

Nascida em Seattle, nos Estados Unidos, Oleta Adams é uma das divas da soul music e do jazz. Dona de uma voz que vai do agudo ao grave com enorme e invejável facilidade, Oleta atua essencialmente solo, mas já cantou ao lado de nomes consagrados da música.

Filha de pastor, Oleta Adams iniciou no mundo da música tendo as canções religiosas como porta de entrada.

A estréia profissional aconteceu no começo dos anos 80, sendo que os dois primeiros discos gravados foram financiados com seu próprio dinheiro. O que mostra que vencer entre notas musicais e acordes continua sendo tarefa das mais difíceis.

Em Get Here, a música do dia, Oleta Adams não só esbanja talento, mas mostra com que profundidade interpreta canções que falam de amor e saudade.

Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Get Here, com Oleta Adams.

Em tempo: aproveito para postar abaixo a tradução da primeira parte de Get Here.

Você pode chegar a mim pela ferrovia,
Pode chegar a mim de trem
Pode chegar a mim de avião,
Pode chegar a mim em sua mente
Pode chegar a mim por uma caravana,
Atravessar o deserto como um árabe
Não me importa como você vai chegar aqui,
Só venha logo se você puder

 

Ela, só ela (segunda - 02/06/08 - 12h07)

Hoje trago aos leitores mais uma poema do meu arquivo pessoal, e que em breve fará parte do meu segundo livro sobre as entranhas da paixão.

Debruçar-me em explicações é desnecessário, pois o texto é auto-explicativo. Registro de um importante momento da minha vida.

Ela

Ela não veio de branco
Que coisa linda...
Nem era mulher de Jorge
Mas mulher de se querer bem

Ela não estava despenteada
Ousada e tímida como ninguém
Amor de tablatura
Mudez de muitas notas

Ela explica para complicar
Corre para não chegar
O medo é escudo do querer
Sempre com, nunca sem

Ela tem sede de amar
Pavor de se entregar
Cintura de sereia
Jeito de Nefertiti

Ela quer o desafio
“Não me provoca, baby”...
Deusa do amanhã
Eterno e doce deleite

Ela, “menina má” e sem pudores
De gemidos e marcantes odores
Beijos quentes e sem fim
Em face dita cor de mel

Ela ficou de pensar
Eu esperei
De pronto disse sim
Depois disse não sei

 

Emoção sem limites (segunda - 02/06/08 - 12h06)

Sempre digo – e repito – que Deus me deu muito mais do que merecia. Tal situação me transfere a obrigação de fazer aos meus semelhantes ainda mais.

A rede mundial de computadores rompe as barreiras de um só lugar, fazendo com que as pessoas confiram aquilo que você produz. Isto faz com que a minha responsabilidade aumente a cada segundo, na mesma proporção que cresce o prazer quando por e-mail chega um elogio.

Letras do Coração foi – como ainda é e sempre será – a mais grata surpresa na minha carreira de troca-letras. O jornalismo, é verdade, me deu alegrias e infinitos elogios, mas a poesia tem sido algo inusitado.

Um dia, para minha enorme e grata surpresa, me compararam à Irene do Bandeira [Manuel Bandeira].

Irene no céu (Manuel Bandeira)

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
— Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
— Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

No final de semana, gélido, diga-se de passagem, recebi uma mensagem que provocou calor na alma. Veio das Gerais, a terra que aprendi a gostar e decifrar.

Eis a mensagem que recebi e li emocionado.

“Sabe quem você me lembra? O Vinícius de Moraes. Já comentei isso com muitas pessoas quando falo do seu livro. Cada vez que leio alguma coisa lá, me vem à cabeça a leveza do Vinícius. Aquela coisa que te incendeia quando lê.”

Não há presente melhor no mundo do que o reconhecimento do seu trabalho.

Sei que um dia partirei para o outro lado da vida, mas, seja lá quando for, irei com a sensação do dever cumprido. Feliz, muito feliz.

 

Pai dos burros 1 (segunda - 02/06/08 - 12h03)

E por falar em escrita, o assassinato da nossa querida e amada língua-mãe continua pelo Brasil afora. Disse Nelson Rodrigues, que a seleção é a pátria de chuteiras. Isso foi lá atrás, quando o futebol ainda era esporte. Hoje é negócio.

Nelson Rodrigues – estivesse vivo – já teria se descabelado diante das barbáries cometidas contra a gramática. Durante entrevista, no final de semana, o técnico Dunga disse, sem qualquer rubor facial, “os jogadores que estão com nóis”. Provavelmente porque o técnico verde-louro faltou à aula em que ensinaram o tal do “conosco”.

E não é por acaso que ele adotou como apelido o nome de um dos baixinhos que atormentam a Branca de Neve, pois nanismo gramatical não lhe falta.

 

Pai dos burros 2 (segunda - 02/06/08 - 12h01)

Outro vilipendio à gramática está no verbo “vir”. É comum ouvir pessoas dizendo “ele pediu para eu vim”.

Vim, quando muito, só pode ser usado na primeira pessoa do presente. Fora isso é nome de saponáceo.

Mas o que causa indignação é ouvir um comentarista esportivo dizendo “ele vai vim”. Meu Deus, o que é isso?

Socorro, Aurélio, Houaiss, Caldas Aulete...!

 

Carona errada (segunda - 02/06/08 - 11h57)

Dia dos Namorados. Mais uma invencionice do capitalismo para que alguns coloquem legalmente a mão no bolso de muitos. Dia dos Namorados é todo dia. Um amor que a cada dia não renasce não pode seguir em frente.

Pode ser uma utopia do pensamento de alguém incorrigivelmente romântico, mas confesso que pedi ajuda ao dicionário para saber o que é namorar em termos filosóficos e semânticos.

Namorar sempre foi algo além do desejo carnal entre duas pessoas. O que não significa que isto [o desejo carnal] inexista na relação.

Todo este introdutório serve para contestar as campanhas publicitárias das lojas Marisa e da C&A. Ambas se referem exclusivamente a sexo para atrair compradores por conta do Dia dos Namorados.

A Marisa usa o ator Wagner Moura, de “Tropa de Elite”, para falar em "pegar aqui e ali". Com “Papai e mamãe não”, a C&A abusa do non sense.

Antes de levar a pessoa amada para a cama, pense no que é amar. Dizer eu te amo no auge do tesão é tão fácil quanto matar a sede com um copo d’água.

 

Bate-boca no ar (segunda - 02/06/08 - 11h56)

Pior do que a seleção brasileira é acompanhar o jogo do onze canarinho pela Rede Globo.

A seleção é brasileira, mas a transmissão dos jogos desse grupo de enganadores é exclusividade da Vênus Platinada.

E como não poderia deixar de ser, a transmissão teve o seu momento fundo de quintal de periferia. Galvão Bueno voltou a desafiar o ex-árbitro e atual comentarista Arnaldo César Coelho.

Mais adiante o comentarista não perdeu a chance e deu o troco.

Adoraria entender por quais motivos os patrocinadores enterram tanto dinheiro nesse “tele-catch” verbal.

É o fim!

 

Fim da picada (segunda - 02/06/08 - 11h54)

Não foi por falta de roupa de frio que abandonei a noite paulistana no último sábado. O jogo da seleção brasileira, lá na terra do Tio Sam, contra o onze canadense, me obrigou a ficar em casa. Escrever sobre esporte tem dessas coisas.

E como não poderia deixar de ser, encarei o último capítulo da outrora novela das oito, de um tempo para cá, das nove.

Não é de hoje que, para estar televisivamente atualizado, adotei a teoria de assistir aos primeiro e último capítulos de qualquer novela. De cara você mata a charada, no fim você confere a eficiência da própria bola de cristal. E no decorrer da trama tem tempo para fazer tantas outras coisas mais úteis.

Duas Caras foi o mais recente fiasco da teledramaturgia da Vênus Platinada. Um enredo pífio para um elenco respeitável. Marília Pêra, Antonio Fagundes, Renata Sorrah, Suzana Vieira a bordo de uma historinha mambembe.

Mas no Brasil é assim. Comercial de cerveja e novela brasileira tem receitas prontas. No primeiro coloca-se uma boazuda, no segundo, um casamento.

Mas em Duas Caras o besteirol foi grandioso. Uma dúzia de casórios de uma só vez. Para complicar o que já estava complicado, teve discurso político no último capítulo. Socorro!

Ou a Globo muda a sua receita de novela, ou, então, o resto do mundo em breve deixará de comprar os enlatados da Vênus Platinada.

 

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Música do dia

Em Get Here, a música do dia, Oleta Adams não só esbanja talento, mas mostra com que profundidade interpreta canções que falam de amor e saudade. Clique na imagem abaixo e ouça.

 

Novo espaço, novo desafio

Comentar o cotidiano sempre foi um sonho, uma meta possível e não tão distante. O grande problema, como sempre, era o tempo e sua ausência. Mesmo que tardia, chegou a hora de cuidar desse carnaval em que se transformou o nosso dia-a-dia.

Muitos me perguntam se estou abandonando o jornalismo político. Não, isto não está nos meus planos. Pelo menos por enquanto. Esta é uma tarefa exclusiva do Criador.

Uma nova página significa mais trabalho, mas opinar é algo que se confunde com o ar que respiro. Existir é escrever e vice-versa. É permitir a renovação da alma, do pensamento e da lógica. É acreditar num amanhã diferente.

Lançar este novo espaço só foi possível a partir da tranqüilidade que os parceiros, conquistados nos últimos tempos, têm me proporcionado.

"Foi na trajetória e na genialidade de um engraxate que encontrei os ensinamentos necessários para descobrir que o sucesso de alguém muitas vezes está no brilho do sapato alheio."

Ucho Haddad

[Este é um agradecimento a João Francisco, meu pai, que a partir de uma humilde caixa de madeira, repleta de graxas, panos e escovas, conquistou uma trajetória digna e o respeito de muitos.]

“A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”.

Mahatma Gandhi

 

“O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor.
O amor vive de dar e perdoar, e o egoísmo vive de tomar e esquecer”.

Sathya Sai Baba

 

Tudo sobre a política nacional, direto de Brasília, com a mais comentada equipe de jornalistas políticos da atualidade.

 

Clique na imagem acima e descubra Letras do Coração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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