PARA QUE A VIDA NÃO SEJA UM ETERNO CARNAVAL

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Mamma África (quarta - 28/05/08 - 12h34)

O colorido dos nossos irmãos ultramar.

 

Música do dia (quarta - 28/05/08 - 12h18)

Carioca de nascimento, Cássia Rejane Eller decolou na carreira musical a partir da capital dos brasileiros, Brasília.

Cantora e violonista do rock nacional, Cássia Eller sempre deixou clara a sua preferência por discos gravados ao vivo. Entre os nomes do rock brasileiro que Cássia incluiu em seu repertório estão Renato Russo e Cazuza, além de estrelas da MPB, como Caetano Veloso e Chico Buarque.

Com dez discos gravados em doze anos de carreira, Cássia Eller tinha uma interessante particularidade em sua trajetória como cantora. Compôs apenas duas das músicas que gravou – “Eles” e “O Marginal”.

Desde que surgiu na mídia, Cássia foi convidada, repetidas vezes, para fazer participações especiais ao lado de nomes consagrados da música brasileira.

Em Não Deixe o Samba Morrer, a música do dia, Cássia Eller e a maranhense Alcione, a Marrom, emprestam seus respectivos e incontestáveis talentos para um samba que pede socorro para a sobrevivência do samba. Mesmo sabendo que o samba jamais morrerá.

Em Não Deixe o Samba Morrer, Cássia Eller não apenas solta sua voz notadamente rouca e marcante, mas mostra a extensão de seu ecletismo musical.

Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Não Deixe o Samba Morrer, com Cássia Eller.

 

Dois lados (quarta - 28/05/08 - 11h48)

O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira uma série de novas imagens que a partir de agora estarão impressas nas embalagens de cigarros.

Disse o ministro Temporão que o objetivo com as horrendas imagens é sensibilizar os mais jovens. Acontece que em uma sociedade que ostenta números crescentes de desiguais e marginalizados, fumar é um notório instrumento de inserção social.

A tentativa de José Gomes Temporão é válida e necessária, até porque com um menor número de fumantes os custos advindos das doenças provocadas pelo tabagismo diminuem.

E é bom lembrar que, antes de chegar ao Ministério da Saúde, Temporão estava no Instituto Nacional do câncer, o Inca.

Por outro lado, o mesmo governo federal torce para que cresça o número de fumantes. Na composição do preço do cigarro, a maior parte é de impostos.

Resumindo, comentários adicionais são desnecessários.

 

Ás do volante (quarta - 28/05/08 - 11h46)

O caso da bancária que durante a madrugada desta terça-feira dirigiu por cinco quilômetros na contramão da Avenida 23 de Maio pode não conseguir o espaço que merece na imprensa, mas uma coisa é absolutamente certa. Inúmeras pessoas sofrem de transtorno bipolar – este é o diagnóstico previamente apresentado pela família da motorista tresloucada – e sem tratamento adequado tal situação se torna perigosa.

Ouvidos horas depois do incidente, psiquiatras foram unânimes em afirmar que o transtorno bipolar não impede uma vida social normal. Ainda bem! Acontece que os mesmos psiquiatras esqueceram de dizer que o bipolar, para viver e conviver socialmente, precisa estar sob tratamento. Do contrário, corra porque é mico na certa.

 

Golinho extra (quarta - 28/05/08 - 11h45)

Ministro da Saúde, José Gomes Temporão defende a prisão em flagrante do motorista que dirige embriagado. O ministro está coberto de razão, pois o alcoolismo, além de doença passível de tratamento, é uma arma letal. Acontece que ordenamento jurídico brasileiro não permite esse tipo de situação – prisão em flagrante – e casos de alcoolismo.

Na verdade, a venda de bebidas alcoólicas deveria ter regras mais rígidas e uma legislação muito mais punitiva. Nos EUA, por exemplo, caminhar pela rua bebericando numa latinha de cerveja dá cadeia. O que é correto, pois não há nada mais inconveniente do que um alcoolizado chato querendo solucionar as mazelas do mundo.

No domingo, durante a Parada Gay, em São Paulo, as cenas de jovens alcoolizados proporcionaram um cenário tão desolador quanto preocupante. Desolador porque em sua maioria os atendidos nos postos médicos montados pela prefeitura paulistana eram jovens.

A preocupação fica por conta do que será do Brasil amanhã. Afinal, esses inconseqüentes de hoje estará no comando da nação amanhã. E como a tese de que o exemplo vem de cima ainda impera em nossa querida e amada Botocundia, Lula da Silva deveria mudar o seu comportamento e acabar com as discussões que o colocam no olho do furacão. Expulsar do País jornalista que escreve sobre seus bebericos pouco resolve.

Como o Congresso Nacional, responsável pela produção legislativa, se rende ao lobby dos fabricantes de bebidas, o melhor a se fazer é ter consciência de que o Brasil jamais alcançará o futuro de maneira digna e sóbria.

 

Isca artificial (quarta - 28/05/08 - 11h43)

Ainda a bebedeira... Beber de maneira desenfreada rende muito dinheiro para uma seleta minoria. E isso está explícito nas campanhas publicitárias dos fabricantes de bebidas, em especial nas das cervejas.

O maior sonho do brasileiro, desde os tempos do nunca, é conquistar a casa própria. Algo que pode ser traduzido como um porto seguro.

A cervejaria Skol, fazendo alusão ao sonho da casa própria, estreou na TV uma campanha publicitária que enfoca a distribuição gratuita por sorteio de geladeiras da marca. E diz o filme que o sonho agora é ter uma geladeira da Skol.

Se isso não for apologia ao alcoolismo, que alguém me explique o que é. A tal campanha foi lançada em momento estratégico, pois não faz muito tempo o presidente Lula, que adora aquela água que passarinho não bebe, anunciou financiamento oficial para a troca de geladeiras. Há quem diga inclusive que o governo pode custear na totalidade a troca do eletrodoméstico.

Resumindo, peço ao último que sair que faça a gentileza de apagar a luz.

 

Lição de casa (quarta - 28/05/08 - 11h41)

Violência e insegurança pública são dois assuntos que quase sempre recheiam as conversas do cotidiano. E como era de se esperar, o Estado, como um todo, é o maior responsável por tal situação. Até aí tudo absolutamente correto.

No contraponto, não posso deixar despercebido o fato de que a incitação ao crime faz com que cada vez mais jovens ingressem no submundo dominado pela criminalidade.

Ontem, pouco depois das nove da noite, quando muitas crianças ainda estavam acordadas, a novela global Duas Caras levou ao ar uma cena deplorável. Uma das personagens da trama, interpretada pela atriz Alinne Moraes, surgiu na telinha com arma em punho tentando acertar contas com a rival que lhe tomou o marido ou namorado, seja lá o que for.

O frenesi toma conta dos loucos por novela, especialmente porque esta é a derradeira semana de Duas Caras. Ainda bem!

A cena de ontem mostrou, novamente, que a Rede Globo tem, sim, duas caras, quiçá não tenha mais que isso. Em seus telejornais, a Vênus Platinada abusa das notícias sobre crimes e outros quetais, enquanto na outrora “novela das oito” (sic) ensina como um calouro no crime deve agir.

Cenas como a de ontem são levadas ao ar apenas porque a televisão no Brasil é uma concessão pública. Imagine se não fosse.

 

Capítulo novo (quarta - 28/05/08 - 11h40)

Inicialmente a imprensa sensacionalista tentou, e conseguiu, condenar o casal acusado pela morte de Isabella Nardoni. Agora, a mesma imprensa tenta desqualificar o legista alagoano Jorge Sanguinetti, que afirma ser nulo o laudo pericial apresentado pela Polícia Científica paulista.

A disputa entre Sanguinetti e os legistas paulistas deve ser solucionada na Justiça. Daí a ficar revolvendo a vida de Sanguinetti com o fim específico de desmoralizá-lo é no mínimo um desrespeito à privacidade alheia.

O setor da imprensa que vive de manchetes estapafúrdias precisa adular a polícia paulista, pois é de lá que saem as chamadas notícias exclusivas. Longe de querer defender ou atacar Jorge Sanguinetti e a Polícia Científica de São Paulo, até porque não tenho procuração de nenhuma das partes, mas este é um caso em que a fogueira das vaidades fala mais alto.

Quando alguém ousa exercer o jornalismo sem diploma – a Constituição Federal permite isso – os abutres de plantão sempre evocam o desconhecimento da ética profissional para evitar tal situação laboral. Porém, fica no ar a pergunta que não quer calar. É ético revirar a vida de alguém para atender a interesses terceiros?

Quem souber que responda!

Mas o lado mais vergonhoso dessa ação da imprensa é questionar se o legista Sanguinetti irá cobrar pelo parecer e quanto receberá por esse trabalho. Ora, a imprensa não fez do caso um verdadeiro Big Brother, entremeado por anúncios publicitários?

Qual é a diferença entre uma situação e outra?

 

Tudo outra vez (quarta - 28/05/08 - 11h37)

O caso da pequena Isabella Nardoni volta à cena. Depois do espetáculo pífio que proporcionou durante a cobertura do caso, a imprensa agora tenta escapar da situação de vilã.

Na Rede Record, por exemplo, jornalistas e apresentadores do jornal matutino insistem na tese de que a emissora foi imparcial, que não julgou o casal. Ora, era o que faltava um órgão de comunicação julgar alguém.

Mas fora da imprensa, todos reconhecem que o sensacionalismo jornalístico levou a opinião pública a condenar o casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá.

Legista que participou da elucidação da misteriosa morte de Paulo César Farias, o PC (tesoureiro de Fernando Collor), o alagoano Jorge Sanguinetti contesta o laudo apresentado pela Polícia Científica paulista. Para colocar ainda mais lenha nessa ardente e flamejante fogueira, Sanguinetti não apenas desqualifica o trabalho pericial, como afirma que Isabella apresenta lesões na região genital. O que sugere que a pequena garota foi molestada sexualmente.

Se tudo o que vem sendo dito e repetido é verdade, não se sabe, mas uma coisa é certa. No caso de um júri popular, os jurados estarão diante de um dilema. Condenar no vácuo deixado pelo sensacionalismo midiático ou absolver no rastro da contundência de Jorge Sanguinetti?

Eis a questão!

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Música do dia

Em Não Deixe o Samba Morrer, Cássia Eller não apenas solta sua voz notadamente rouca e marcante, mas mostra a extensão de seu ecletismo musical. Clique na imagem abaixo e ouça.

 

Novo espaço, novo desafio

Comentar o cotidiano sempre foi um sonho, uma meta possível e não tão distante. O grande problema, como sempre, era o tempo e sua ausência. Mesmo que tardia, chegou a hora de cuidar desse carnaval em que se transformou o nosso dia-a-dia.

Muitos me perguntam se estou abandonando o jornalismo político. Não, isto não está nos meus planos. Pelo menos por enquanto. Esta é uma tarefa exclusiva do Criador.

Uma nova página significa mais trabalho, mas opinar é algo que se confunde com o ar que respiro. Existir é escrever e vice-versa. É permitir a renovação da alma, do pensamento e da lógica. É acreditar num amanhã diferente.

Lançar este novo espaço só foi possível a partir da tranqüilidade que os parceiros, conquistados nos últimos tempos, têm me proporcionado.

"Foi na trajetória e na genialidade de um engraxate que encontrei os ensinamentos necessários para descobrir que o sucesso de alguém muitas vezes está no brilho do sapato alheio."

Ucho Haddad

[Este é um agradecimento a João Francisco, meu pai, que a partir de uma humilde caixa de madeira, repleta de graxas, panos e escovas, conquistou uma trajetória digna e o respeito de muitos.]

“A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”.

Mahatma Gandhi

 

“O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor.
O amor vive de dar e perdoar, e o egoísmo vive de tomar e esquecer”.

Sathya Sai Baba

 

Tudo sobre a política nacional, direto de Brasília, com a mais comentada equipe de jornalistas políticos da atualidade.

 

Clique na imagem acima e descubra Letras do Coração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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