"Chique no úrtimo" (quinta - 22/05/08 - 13h00)

Via Montenapoleone, em Milano
Música do dia (quinta - 22/05/08 - 12h59)
Aficionado por música que sou, acompanhei todas as edições do “Fama”, da Rede Globo, um bem produzido programa de calouros.
Entre as pedras preciosas que esse garimpo musical descobriu, uma atende pelo nome de Marina Elali. Sem a devida projeção que merece, Marina Elali é dono de voz suave e marcante.

Depois da maratona global a que se submeteu, Marina Elali encontrou o caminho mais adequado no mundo da música.
Potiguar de nascimento e filha de uma família que mistura pernambucanos com descendentes de árabes, Marina Elali é neta de Zé Dantas, compositor e parceiro de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
Presença quase constante nas gravações de temas de novelas globais, Marina Elali, em Você – a música do dia –, mostra a força da própria voz, que para baladas românticas cai como verdadeira luva.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Você, com Marina Elali.
Fé insana (quinta - 22/05/08 - 12h58)
No momento em que o mundo padece de fome e os brasileiros se descabelam diante dos preços dos alimentos, a tradição religiosa de Corpus Christi beira a irresponsabilidade.
No Brasil, onde a comemoração ainda preserva as milenares e utópicas tradições religiosas, os fiéis parecem não pensar na hora de reverenciar o Criador.
Em muitas cidades brasileiras ruas inteiras foram cobertas com imagens alusivas à data de Corpus Christi. E muitas dessas imagens, pasme, foram feitas com grãos de feijão e milho.
Homenagem maior seria dar aos famintos todos esses grãos desperdiçados no vácuo de uma fé que nem sempre é das melhores. O Criador certamente estaria muito mais feliz.
Religiosidade moderna (quinta - 22/05/08 - 12h57)
E por falar em fé e religiosidade... Ontem caminhava pelo centro da cidade de São Paulo. No meio de tantos mendigos espalhados pelas calçadas eis que surgem dois monges franciscanos. Tipicamente paramentados, os monges pareciam apressados. Conversavam rapidamente, na mesma velocidade dos passos. Querer entendê-los era quase impossível.
Como se minha memória fosse um cometa, relembrei dos tempos em que meus pais me presenteavam com uma sandália estilo franciscano. Era quase uma cópia fiel do modelo usado pelos seguidores de São Francisco. Mas sinto-me na obrigação de lembrar que a sandália não impediu que fosse uma criança “endiabrada”.
Voltando aos monges apressados, imediatamente olhei para os pés de ambos. Qual não foi a minha surpresa ao ver a sandália que eles usavam. Modernos, os monges escondiam por sob a roupa religiosa sandálias Havaianas marrom.

É fato que a fé evoluiu ao longo dos anos, mas causa estranheza ver monges usando objetos do desejo, ícones de um modismo muitas vezes desnecessário.
Não quero aqui condenar ao patíbulo da opinião as tão necessárias Havaianas, mas apenas registrar o conflito de setores de uma sociedade que pauta a própria existência em cima de ditames capitalistas.
Só falta alguém fazer um “remake modernoso” da paixão de Cristo. Imagine Ele na cruz com Ipod e celular.
Coitada da Carla! (quinta - 22/05/08 - 12h55)
De uns tempos para cá, a necessidade cada vez maior de manchetes tem feito a imprensa buscar coisas inusitadas onde elas não existem. Ex-modelo e cantora, agora primeira-dama da França, a italiana Carla Bruni – casou-se recentemente com o presidente Nicolas Sarkozy – está prestes a lançar um novo disco.

Como a falta de notícias impera no mundo midiático, algum desavisado jornalista resolveu escrever a seguinte manchete: “Carla Bruni lança novo álbum como primeira-dama da França”.
Esse tipo de notícia leva a crer que toda primeira-dama francesa canta, e que se não canta é obrigada a arrumar um jeito de fazê-lo, pois cantar é uma obrigação do cargo.
Carla Bruni está lançando um novo álbum como cantora. E não como primeira-dama. Ser primeira-dama foi um acidente de percurso do coração de Bruni e Sarkozy.
Enfim, há coisas mais interessantes a serem noticiadas ou, então, maneiras mais atrativas de se noticiar algo tão sem importância. Até porque, até outro dia carla Bruni era uma ilustre desconhecida no mundo da música.
Peladonas no Metrô (quinta - 22/05/08 - 12h54)
Ainda a França... Uma nova polêmica toma conta de Paris, a charmosa e encantadora capital dos franceses. Fotos de mulheres nuas, que recheiam o livro do fotógrafo Jam Abelanet e que foram tiradas nas estações do metrô parisiense, colocaram as autoridades em estado de alerta.

As fotos podem induzir muitas pessoas a imitarem as fotos, causando sérios riscos aos usuários do metrô. A RATP, que administra o metrô de Paris, pediu que algumas fotos fossem retiradas do livro de Abelanet.
Ora, considerando o incontestável talento do fotógrafo Jam Abelanet, o melhor seria pedir ao manicômio local para que aumentasse o número de vagas.
Fumaça zero (quinta - 22/05/08 - 12h52)
Se no mundo há coisas e situações chatas, uma delas é estar ao lado de quem fuma e não tem o bom senso de respeitar o sacro direito que temos ao ar puro. Em Nova York, autoridades do setor de Saúde registraram uma queda no número de fumantes.
De acordo com pesquisa realizada em 2007, o número de fumantes na mais importante cidade do planeta era de 1 milhão de pessoas. Uma queda de 300 mil fumantes desde 2002. Ou seja, 60 mil pessoas por ano deixaram de fumar.
Tais números mostram que nem tudo está perdido.
Maluca beleza (quinta - 22/05/08 - 12h50)
O Congresso Nacional cedeu ao lobby das empresas de bebidas alcoólicas e liberou a venda do produto nas rodovias federais. E tal decisão não ocorreu de forma gratuita.
Se não houve pagamento de alguma propina, certamente os defensores da idéia receberam doações de campanha de tais empresas. Aos parlamentares não importa o número de pessoas mortas nas estradas em função da bebedeira de alguns.
Independentemente de não ser uma rodovia federal, mas uma das mais importantes do País, a rodovia dos Imigrantes, que a Grande São Paulo ao litoral paulista, foi palco de uma bizarrice provocada pelo álcool. Uma mulher que utilizava a rodovia dos Imigrantes dirigiu por quase nove quilômetros na contramão, no dia em que milhares de carros seguiam para as praias.
Alcoolizada, a motorista foi detida pela polícia. É melhor não estender o meu comentário, sob pena de ressuscitar a censura que, diga-se de passagem, anda com uma enorme vontade de despertar.
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