PARA QUE A VIDA NÃO SEJA UM ETERNO CARNAVAL

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Dubai ao cair da tarde (segunda - 19/05/08 - 11h29)

Vanguarda a reboque do petróleo

 

Música do dia (segunda - 19/05/08 - 11h17)

Em São Paulo a madrugada foi interrompida por uma respeitável e barulhenta chuvarada. Era o prenúncio de uma semana úmida e complicada. Mas não. A segunda-feira, preguiçosa e matreira, começou ensolarada. No melhor estilo dos tempos de outono.

Para reverenciar a semana que começa, nada como exaltar o primeiro de seus dias úteis, não esquecendo que na quinta teremos o último feriado do ano – depois só o Natal – ao som de Oh Happy Day.

Sob o comando de Carol Cymbala – ela é casada com o pastor Jim Cymbala, o Brooklin Tabernacle Choir (Coral do Tabernáculo do Brooklin, NY) é um dos corais religiosos mais respeitados em todo o mundo.

Por ocasião das pesquisas que realizei no universo da música negra norte-americana (gospel , soul, jazz e r&b), tive o privilégio de assistir a uma apresentação do Brooklin Tabernacle Choir. É algo bem parecido com sonhar acordado.

Notadamente gospel – e não poderia ser diferente – o Brooklin Tabernacle Choir funciona nas luxuosas instalações da igreja homônima (The Brooklin Tabernacle), fundada pelo reverendo Clair Hutchins.

Com 285 vozes, em sua maioria de discípulos do pastor Cymbala, o Brooklin Tabernacle Choir já gravou três vídeos, dois DVDs, inúmeros álbuns e conquistou seis prêmios Grammy.

Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Oh Happy Day, nas vozes do The Brooklin Tabernacle Choir.

 

Paraíso dos ladrões (segunda - 19/05/08 - 11h15)

Estacionar em cidades grandes como São Paulo é uma verdadeira epopéia. E essa dificuldade fez crescer o número de estacionamentos na Paulicéia Desvairada. Deixar o carro no estacionamento por até uma hora pode custar até R$ 12, dependendo do local.

Muito antes da explosão dos estacionamentos, a prefeitura paulistana lançou, há anos, a chamada Zona Azul. Idéia que foi adotada por muitos municípios brasileiros.

Apara estar em conformidade com a legislação, os estacionamentos são obrigados a contratar seguros, os quais garantem os danos causados aos veículos.

Ora, se a prefeitura faz das ruas um estacionamento a céu aberto, sob a égide da Zona Azul, ocorrências devem ser ressarcidas pelos cofres municipais. Até porque, se o cartão da Zona Azul não for renovado de hora em hora, o proprietário do veículo é contemplado com uma multa nada barata.

Em outras palavras, ou as prefeituras arcam com o ônus da milionária arrecadação advinda das chamadas Zonas Azuis ou abrem mão do negócio.

Até onde se sabe, não há lei que privilegie os estacionamentos públicos.

 

Mãos ao alto (segunda - 19/05/08 - 11h13)

Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores, o IPVA. Lá no passado, quando o Estado e a sociedade viviam de maneira harmoniosa e responsável, esse tipo de cobrança não existia.

Com a necessidade cada vez maior de arrecadar fundos, o Estado, como um todo, criou o malfadado imposto. Como a sociedade não chiou diante de mais um assalto oficial, o melhor é entender o que acontece nos meandros de tal cobrança.

Quando alguém paga o IPVA, antecipadamente, é porque sonha com a possibilidade de ter o seu veículo nos próximos doze meses. Mas não é muito difícil encontrar alguém que já teve o carro roubado. E normalmente o produto do roubo não é recuperado.

Ora, se o Estado, que tem a obrigação constitucional de prover a segurança pública e não o faz, é incapaz de evitar o roubo de veículos, o valor proporcional do IPVA relativo ao período em que o proprietário do automóvel fica sem o bem deve ser devolvido à vítima.

Ou será que o Estado vai insistir em mais uma ladroagem?

 

Covardia explícita (segunda - 19/05/08 - 11h12)

Neste domingo, logo após o enfadonho Fantástico, a Vênus Platinada exibiu um programa sem pé e sem cabeça. Refiro-me ao “Faça Sua História”, produção que deixa muito a desejar.

Logo no começo, a história que contava a trajetória de Caramuru – um pescador do Rio que perde sua traineira no jogo e passa a viver de bicos na praia – faz referência às mulheres paulistas de forma pejorativa.

Antes de caminhar para o “non sense”, um dos personagens do tal programa conta que na praia, como vendedor de comida, Caramuru passou a viver com beldades femininas que jamais tinha visto ou imaginado. Até mesmo com as paulistas, sempre bronzeadas, com roupas de novela e cujos maridos raramente apareciam. Ou seja, as mulheres paulistas, segundo o enredo do “Faça Sua História” deste domingo, são traidoras contumazes.

Não é a primeira vez que a emissora carioca vilipendia a dignidade das mulheres. Não faz muito tempo, em um edição do Globo Repórter, às mulheres foi conferido o status de traidoras.

A quem interessa essa ação machista, covarde e discriminadora?

 

Corda bamba (segunda - 19/05/08 - 11h08)

O Metrô paulistano, que transporta perto de 3 milhões de pessoas todos os dias, pode parar. A paralisação depende de uma decisão do Sindicato dos Metroviários, que negocia com a diretoria do Metrô reajuste salarial da ordem de 4,5% e aumento na participação dos funcionários nos lucros da empresa.

Por conta de um acordo com motoristas e cobradores de ônibus, os paulistanos escaparam nesta segunda-feira de uma greve da categoria que paralisaria uma das maiores e mais complexas cidades do planeta.

É preciso lembrar que com a aproximação das eleições municipais, greves devem acontecer como parte de uma estratégia política burra e tacanha. E nós, que pagamos os salários de toda essa turma, arcaremos com o custo do caos.

Certo está Gilberto Gil - o cantor, não o ministro - quando canta "Vamos Fugir".

"Vamos fugir!
Deste lugar
Baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue..."

Vamos baby, vamos!

 

Faturando na dor (segunda - 19/05/08 - 11h07)

Se por um lado, seguindo o dito popular, as cartas jamais mentem, por outro os números falam a verdade.

O canal de notícias Globo News apresentou, em abril, crescimento de 25% na audiência, que, na média, passou para 28.751 telespectadores por minuto.

A diretoria do canal admitiu que um dos fatores desse aumento de telespectadores foi o caso Isabella Nardoni.

Isso mostra que independentemente do grau de instrução ou do poder aquisitivo, o ser humano consome com voracidade a cobertura de tragédias.

Enfim...

 

A saga continua (segunda - 19/05/08 - 11h05)

O caso Isabella Nardoni chegou ao fim. Mentira! O assunto ainda rende capítulos agonizantes na imprensa tupiniquim. Quem pensou que o assunto sairia do noticiário após a prisão do casal acusado da morte da pequena Isabella, enganou-se rotundamente.

A imprensa dedicou o final de semana para, entre tantas coisas, noticiar a vista que Anna Jatobá e Alexandre Nardoni receberam dos parentes.

Fico imaginando o que pode acontecer em termos de jornalismo se o casal for condenado à pena máxima, que no caso de homicídio é de 30 anos. Serão mais de 1.400 finais de semana enfrentando a mesma notícia.

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Música do dia

Para reverenciar a semana que começa, nada como exaltar o primeiro de seus dias úteis ao som de Oh Happy Day. Clique na imagem abaixo e ouça.

 

Novo espaço, novo desafio

Comentar o cotidiano sempre foi um sonho, uma meta possível e não tão distante. O grande problema, como sempre, era o tempo e sua ausência. Mesmo que tardia, chegou a hora de cuidar desse carnaval em que se transformou o nosso dia-a-dia.

Muitos me perguntam se estou abandonando o jornalismo político. Não, isto não está nos meus planos. Pelo menos por enquanto. Esta é uma tarefa exclusiva do Criador.

Uma nova página significa mais trabalho, mas opinar é algo que se confunde com o ar que respiro. Existir é escrever e vice-versa. É permitir a renovação da alma, do pensamento e da lógica. É acreditar num amanhã diferente.

Lançar este novo espaço só foi possível a partir da tranqüilidade que os parceiros, conquistados nos últimos tempos, têm me proporcionado.

"Foi na trajetória e na genialidade de um engraxate que encontrei os ensinamentos necessários para descobrir que o sucesso de alguém muitas vezes está no brilho do sapato alheio."

Ucho Haddad

[Este é um agradecimento a João Francisco, meu pai, que a partir de uma humilde caixa de madeira, repleta de graxas, panos e escovas, conquistou uma trajetória digna e o respeito de muitos.]

“A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”.

Mahatma Gandhi

 

“O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor.
O amor vive de dar e perdoar, e o egoísmo vive de tomar e esquecer”.

Sathya Sai Baba

 

Tudo sobre a política nacional, direto de Brasília, com a mais comentada equipe de jornalistas políticos da atualidade.

 

Clique na imagem acima e descubra Letras do Coração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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