Dolce fare niente (terça - 13/05/08 - 12h18)

Páteo do hotel Four Seasons, em Milão (Itália)
Música do dia (terça - 13/05/08 - 12h17)
Nova-iorquina de nascimento, Melba Moore começou na carreira artística em 1967, mais precisamente em Hair, o musical que percorreu o planeta. A sua estréia no mundo da música se deu em 1971, com o disco “Look What You're Doing to the Man”.

Indicada inúmeras vezes ao Grammy, Melba Moore desembarcou recentemente no universo da música gospel, com direito a aparições no circuito de shows da Broadway.
Desde que pesquisei música negra norte-americana, no final do século passado (leia-se 1998 a 2000), lá na terra do Tio Sam, Melba Moore passou a freqüentar o meu cardápio musical diário. O balanço que imprime às canções e o seu timbre de voz me encantam de maneira particular.
Em 2003, Melba contracenou com o Cuba Gooding, Jr. e Beyoncé Knowles.
Entre os tantos sucessos Melba Moore, o que mais me agrada é Falling, música que mostra o talento e a capacidade vocal dessa cantora que nasceu como Melba Hill.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Falling, na voz de Melba Moore.
Tirei do baú (terça - 13/05/08 - 12h15)
E por falar em frutas exóticas, rendo-me ao maracujá, também conhecido em muitos países como a fruta da paixão. Revirando meus arquivos percebi que havia perdido uma poesia. Depois de idas e vindas, acabei recuperando Manoela, de “gotcha” a maracujá.
Uma poesia pontual que traz um passeio não apenas pelos sentimentos, mas também por coisas da roça e da natureza.
Delicie-se com Manoela, de “gotcha” a maracujá, porque até então não há proibições legais ou contra-indicações médicas.
Manoela, de “gotcha” a maracujá
Tudo mudou
Do nada veio
Parou para ficar
Melhor como nunca
Velocidade de cometa
Permanente silêncio
Amor com arestas
Querer para sempre
Paixão de brechas
Simples como nada
Manoela
Agora tudo
Desejo de Macunaíma
Sonho de pau-a-pique
Loucura de sapê
Cheiro de hortelã
Cabelos de despentear
Desejo de maracujá
Coração que bate,
Que rebate,
Que roda e transborda
Suspiro no ar
Olhos que fecham
Um pio no peito, outro também
Entrega de jacá
Moldura do amanhã
Alma plena
Gosto de mim
Louco por ela
Amor de Manoela
Morrer de saudades
Perto ao despertar
Delírio de almofada
Sonhar de travesseiro
Suave renascença
Ode ao permitido
Magia nos olhos
O incerto é correto
Calafrio da pele
Realidade distante
Você bem mais perto
Isso, dentro de mim
Conhecer aos pedaços
Querer por inteiro
Pegar como “gotcha”
Rir à vontade
Amar para sempre
Manoela
Mão na roda (terça - 13/05/08 - 12h14)
Com a crescente falta de espaço nas residências cada vez menores, a maioria dos seres humanos tem o hábito de eliminar tudo o que é supérfluo. Vez por outra, vão para o lixo as caixas dos remédios. E com as caixas vão também as bulas.
Para que um medicamento não seja ingerido aleatoriamente, o paciente pode consultar o bulário eletrônico que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, disponibiliza na rede mundial de computadores.
Basta acessar http://bulario.bvs.br e fazer uma busca com o nome do medicamento. Rapidamente aparece na tela do computador a bula que você perdeu ou jogou fora.
Fora do cardápio (terça - 13/05/08 - 12h12)
A mais nova discussão no mundo dos hipocondríacos tem a carambola como cardápio principal. De acordo com pesquisadores, a carambola, fruta até então exótica e inocente, pode causar sérios problemas aos pacientes com insuficiência renal crônica.

Há dois meses, a venda de suco de carambola está proibida na cidade de Jaú, interior de São Paulo, por decisão da Câmara de Vereadores local.
“É mais um alerta do que uma proibição às pessoas que têm insuficiência renal. A carambola tem uma neurotoxina que não é filtrada e vai direto para o sangue. Se o paciente renal comeu a fruta, ele deve contar ao médico, pois corre o risco de morrer se não fizer hemodiálise. O rim normal filtra a toxina”, afirmou o vereador José Mineiro de Camargo, autor do projeto que culminou com a proibição.
Nefrologista do setor de hemodiálise da Santa Casa de Jaú, o médico Eduardo Martins Rebec confirma o risco no consumo da fruta. “Há risco de morte, sim. O rim de quem tem insuficiência renal não consegue eliminar a toxina, que se acumula no sangue e acomete o sistema nervoso central. Se o portador de insuficiência renal ingerir a carambola, pode ter convulsões e entrar em coma com risco de óbito”, alerta. Apenas com uma hemodiálise de urgência é possível remover a tal toxina.
Por isso, aquela invencionice elegante de tomar pinga com carambola acabou. Agora só se morre de cachaça.
Saco cheio (terça - 13/05/08 - 12h11)
Dando seqüência ao seriado Isabella, ontem foi a vez de Antonio Nardoni, advogado e pai de Alexandre Nardoni ter os quinze minutos de fama que, um dia, o artista plástico Andy Warhol profetizou como sendo uma garantia de todo ser humano.
Nardoni, o pai, foi entrevistado pela apresentadora Luciana Jimenez, na Rede TV. E não é preciso nenhum esforço do raciocínio para imaginar a qualidade da entrevista.
Nesta terça-feira, o desembargador Caio Canguçu de Almeida deve anunciar sua decisão sobre o pedido de habeas corpus formulado pelo casal acusado do crime. Se por um lado Alexandre Nardoni e Anna Jatobá têm o direito de responder em liberdade, por outro a sociedade merece ser poupada do pífio espetáculo que a imprensa brasileira vem patrocinando a reboque do caso.
Se Alexandre e Anna reconquistarem a liberdade, o brasileiro que se prepare, pois novos capítulos dessa enfadonha novela devem surgir. Caso a Justiça decida por manter a prisão de ambos, a sociedade estará a salvo.
Liquidação de corno (terça - 13/05/08 - 12h10)
Com tantos assuntos mais sérios para tratar, a Justiça sempre é importunada por aqueles que entendem ser os donos da verdade. Em Brasília, a Justiça local condenou uma mulher a indenizar o marido em R$ 7 mil.
Tudo porque ela foi pega na cama da própria casa com outro homem.
De acordo com a Justiça, a traidora “incorreu em quebra do dever de fidelidade, previsto no artigo 1.566 do Código Civil’. E houve quem testemunhasse a favor do traído, confirmando o flagrante da traição.
O valor inicial da indenização era de R$ 14 mil, mas inconformada com a decisão a mulher acabou recorrendo, na esperança de ver anulada a sentença concedida em primeira instância. Conseguiu apenas uma redução de 50% no valor.
O que mostra que um marido traído vale no máximo R$ 14 mil, mas em função do excesso de oferta uma boa conversa resulta em considerável desconto.
Não agüento mais (terça - 13/05/08 - 12h08)
Imagine um cenário bem produzido de um programa matinal que se dedica a frivolidades e receitas culinárias. Um papagaio de pelúcia chato e um cachorro de madame com sono e embaixo da mesa. Uma apresenatdora que acredita saber entrevistar em um jogador de futebol envolvido em um escândalo com direito a travestis.
Assim foi a edição desta terça-feira do programa “Mais Você”, da Rede Globo, onde Ana Maria Braga recebeu o jogador Ronaldo Nazário.

Confesso que foi um sacrifício acordar cedo para acompanhar a entrevista, mas não poderia perder mais um show de hipocrisia da Vênus Platinada. Durante o programa falou-se de tudo. De tendão contundido às namoradas do atacante. De participar da seleção a algumas pinceladas sobre o imbróglio em um .otel do Rio de Janeiro.
Para turbinar a enfadonha e encomendada entrevista, a Globo exibiu depoimentos de alguns supostos amigos de Ronaldo Nazário. O apresentador Luciano Huck disse que o jogador foi “sincero e correto”. Não foi bem assim. Sinceridade seria reconhecer que as “moças” contratadas para um programa sexual pós-balada eram travestis, enquanto correto seria pagar o cachê previamente acertado.
O ex-jogador e técnico Renato Gaúcho surgiu na telinha de Ana Maria Braga para dizer que jogador de futebol não é super-homem. E Gaúcho de fato tem razão, pois homem, sem ser super, é aquele que trata bem qualquer ser humano, inclusive travestis. Daí a chamá-los para um programa no meslhor estilo Sodoma e Gomorra é opção sexual.
Muitos até agora não entendem porque a Rede Globo tem aberto tanto espaço em sua programação para o atleta, mas a emissora carioca é responsável por aquilo que criou. Um Fenômeno que está longe de sê-lo. Tudo no melhor estilo “quem pariu Mateus que o embale”.
Anteriores