O nome diz tudo (segunda - 12/05/08 - 12h14)

Isolabella, no Lago Maggiore (Itália)
Música do dia (segunda - 12/05/08 - 12h12)
O domingo teve um quê de Ayrton Senna da Silva. O brasileiro Felipe Massa, piloto da Ferrari e o mais novo “sultão” da Turquia, venceu pela terceira vez consecutiva o Grande Prêmio de Fórmula Um realizado naquele país.

O Dia das Mães começava preguiçoso e matreiro quando a Vênus Platinada anunciava, ao som do Tema da Vitória, o triunfo de Felipe Massa. No podium, o hino brasileiro, que sempre mexe com a minha alma e o meu sentimento.
É verdade que Felipe Massa está longe de ser um Senna, mas não se pode deixar de comemorar, além da incontestável vitória, o seu talentoso empenho. E para tal lanço mão da versão do Hino Nacional tocada pelo Ayrton Senna das cordas, o gaúcho Yamandu Costa, que vira e mexe desembarca por aqui.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e emocione-se com o Hino Nacional Brasileiro, nos acordes do genial Yamandu Costa.
Só para enganar (segunda - 12/05/08 - 11h39)
No rastro de uma falsa moralidade, a Schincariol passou a veicular propaganda na televisão que traz muito timidamente a frase “produto destinado a adultos”. Ora, essa coisa de ser adulto gera dúvidas.
Segundo o diariamente necessário dicionário Aurélio, adulto é aquele que atingiu seu completo desenvolvimento. Considerando que o bom e velho Aurélio está coberto de razão, um alcoólatra jamais saberá o que é estar completamente desenvolvido.
Em tese, ser adulto, pela ótica da lei, é quando o cidadão é considerado responsável pelos seus atos. E isso normal e teoricamente acontece aos 18 anos.
No último sábado (10/05) fui ao supermercado por volta das 22 horas. À porta do estabelecimento deparei-me com quatro jovens sentados em um banco, devidamente acompanhados por duas garrafas de vinho tinto. Ali percebi que ser adulto não é uma questão de se ter 18 anos ou mais, mas de consciência do que se deve fazer.
Mesmo perturbado com o que vira, fui às rápidas compras. No momento do check out, percebi que dois jovens aguardavam a vez para pagar por uma garrafa de vodka. Estavam visivelmente transtornados e exalavam um insuportável olor de álcool. E é essa turma que amanhã irá decidir o futuro do Brasil.
Que país é este?
Essa é para o santo (segunda - 12/05/08 - 11h38)
Está lá, na capa da edição desta segunda-feira do Jornal do Brasil. “País paga caro por alcoolismo”. Em outras palavras, beber é um dos piores negócios para o Estado como um todo.
Mesmo diante de números oficiais assustadores, o governo federal cedeu ao lobby das indústrias de bebidas, que querem ver liberada a venda de cervejas nas estradas.

De acordo com a reportagem do JB, o custo anual do governo com abuso de bebida ultrapassa a casa dos R$ 33 bilhões. Sendo assim, beira o incompreensível a vantagem de se liberar o consumo de bebidas de maneira indiscriminada.
Ele é espada! (segunda - 12/05/08 - 11h37)
Tão logo o seu curto envolvimento com travestis ganhou as páginas dos jornais, o atacante Ronaldo Luís Nazário de Lima colocou em prática um forte e milionário esquema de contingenciamento de crise.

Ao que parece a estratégia funcionou. Ronaldo concedeu entrevistas à Rede Globo, criadora do fiasco mitológico “Fenômeno”, e posou de bom moço diante das câmeras.
Até o retorno dos travestis à delegacia, onde misteriosamente mudaram o depoimento inicial, Ronaldo concordava em falar do assunto.
Agora, com o impacto do escândalo absorvido e devidamente controlado, Ronaldo Nazário desembarca nesta terça-feira no programa “Mais Você”, da apresentadora Ana Maria Braga. A assessoria do jogador antecipou que Ronaldo concorda em falar sobre qualquer assunto, menos no escândalo envolvendo os travestis.
Mas afinal, Ronaldo vai ao matutino programa global fazer exatamente o quê?
Não bastassem as seguidas tentativas de minimizar os efeitos do escândalo, o mais novo capítulo do imbróglio é a suposta gravidez da namorada do jogador.
Se o que foi anunciado é verdade não se sabe, mas como mentira – se assim for – serve para comprovar a virilidade do ex-camisa 9 da seleção. Em outras palavras, Ronaldo quer mostrar ao mundo que aquele que sai com três travestis também é macho.
Assim caminha o “imundinho” das celebridades.
Muito estranho (segunda - 12/05/08 - 11h35)
Como ainda nutro dúvidas sobre quem realmente matou a pequena Isabella, tenho no meu pensamento uma pergunta que não quer calar.
Por que a polícia paulista não submeteu o casal a um detector de mentiras?
Missa encomendada (segunda - 12/05/08 - 11h33)
Ainda o caso Isabella... A necessidade das partes envolvidas de criar factóides beira a sandice. Ontem, no enfadonho e dominical Fantástico, Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, concedeu a primeira entrevista diante das câmeras de televisão.
Tudo devidamente produzido e orquestrado, exceto as lágrimas da mãe.
A exemplo do que faz a imprensa, Ana Carolina Oliveira abusa do “achismo”. Acha que o crime ocorreu por conta do ciúme da madrasta Anna Jatobá. E com base nisso irá testemunhar contra o casal no processo criminal.
É o tipo de situação que mostra o que de fato há nos bastidores do caso que chacoalhou o Brasil.
Novela mexicana (segunda - 12/05/08 - 11h32)
O sensacionalismo patrocinado pela imprensa brasileira no caso Isabella Nardoni terminou com a decretação da prisão do pai e da madrasta da garota encontrada morta há pouco mais de um mês em São Paulo, certo? Errado!
No começo do caso os veículos faziam previsões irresponsáveis sobre o que aconteceu no apartamento do pai de Isabella.
Foram tantas conjecturas irresponsáveis e criminosas, que Alexandre e Anna Carolina fora previamente condenados pela opinião pública.
Ávida por manchetes, a imprensa agora tenta adivinhar qual será a decisão do desembargador Caio Canguçu de Almeida, que analisa o pedido de habeas corpus impetrado pelos advogados do casal.
Os telejornais desta terça-feira romperam o dia com análises feitas por especialistas em Direito Criminal, como forma de manter acesa a chama da audiência que o caso vem proporcionando às emissoras de TV.
Isso mostra que a sordidez humana é diretamente proporcional à necessidade do cidadão de se apoiar na desgraça alheia para neutralizar o próprio e cotidiano calvário.
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