PARA QUE A VIDA NÃO SEJA UM ETERNO CARNAVAL

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Endereço respeitável (segunda - 05/05/08 - 13h30)

Sortudo é o São Jorge

 

Música do dia (segunda - 05/05/08 - 13h27)

Conhecida como “Mama Afrika”, a sul-africana Miriam Makeba é, além de cantora de sucesso, uma grande e reconhecida ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid em sua terra natal. Ao lado de Nelson Mandela, Makeba lutou ferrenhamente contra a dominação política, social e financeira dos brancos na África do Sul.

Miriam Makeba começou na música nos anos 50, cantando uma mistura de blues com ritmos sul-africanos. Quando deixou a África do Sul rumo aos EUA, nos anos 60, Makeba teve o passaporte e a cidadania revogados, especialmente depois da recepção que teve na Europa.

Sua situação complicou ainda mais depois de um emocionado depoimento à Comissão Anti-Apartheid da ONU, em que relatou minuciosamente a condição dos negros na África do Sul. Como represália, o governo racista sul-africano baniu os discos de Makeba do país.

Miriam Makeba casou-se com o ativista político norte-americano Stokely Carmichael, o que lhe trouxe sérios problemas nos EUA. Mas foi em 1990, com o fim do apartheid, que Makeba retornou de maneira triunfal à África do Sul, sendo recebida no aeroporto de Johannesburg pelo então presidente Nelson Mandela.

Considerado como um estrondoso sucesso mundial, Pata Pata, a música do dia, marcou em definitivo a carreira de Miriam Makeba. Quem viveu a gloriosa era musical dos anos 60 sabe exatamente o estrago que Pata Pata fazia nos famosos bailinhos de garagem, aqui no Brasil.

Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Pata Pata, com  Miriam Makeba.

 

Efeito sanfona (segunda - 05/05/08 - 13h25)

Às vezes visto uma calça e sinto que engordei. Decido, então, fechar a boca e prolongar a caminhada. É quando surge algum cientista maluco e diz que ser gordo faz bem. Aí aparece outro e diz exatamente o contrário.

De durante algum tempo a sociedade endeusou as anoréxicas. Magras demais, as moçoilas passaram a turbinar os seios e o derriére. Ou seja, passaram à condição de peitudas e popozudas. Tudo muito bem.

No meio desse “estica e puxa” surge um louco afirmando que comer doce faz bem para isso e para aquilo. E a turma dos gulosos enfia o pé na jaca. Agora, a mais nova descoberta da ciência dá conta que dieta rica em gorduras para crianças reduz em até dois terços os ataques epiléticos em crianças.

Na última semana, a revista Veja trouxe como reportagem de capa uma matéria em que o tema, para mim absolutamente correto, vai contra os cientistas de plantão. “Você é o que você come”. Eu acredito nisso.

Quando alguém terá coragem suficiente para dizer, de uma vez por todas, o que é certo e o que é errado em termos de alimentação?

Desde que a saúde seja mantida e respeitada, o mais importante é ser feliz, independentemente das medidas do corpo.

 

Vale tudo (segunda - 05/05/08 - 13h16)

Definitivamente, há pessoas que deveriam se ocupar com outras coisas, menos com a política. Uma deputada equatoriana quer porque quer que a felicidade sexual das mulheres seja garantida por lei.

Isso leva a concluir que no Equador o orgasmo está a um passo de ser uma garantia constitucional. A deputada Maria Soledad Vela, que integra a Assembléia que no momento reescreve a Constituição equatoriana se defende dos ataques dos adversários dizendo que as mulheres têm o direito de desfrutar do sexo em uma sociedade mais livre, justa e aberta.

Não há nada mais broxante do que regulamentar o prazer sexual na Constituição de um país. Se tamanha sandice legislativa for aprovada, o melhor negócio do mundo será vender catuaba no Equador.

 

Parafuso solto (segunda - 05/05/08 - 13h16)

Há quem diga que o crime é um Estado paralelo, mas o paralelismo só existe quando há uma outra corrente seguindo à margem do eixo concorrente. E como oficialmente o Estado está cada vez mais omisso, afirma que o crime é o Estado paralelo é um mero devaneio.

A maior prova disso é que agências de turismo agora vendem pacotes de viagem com direito a visitas nos morros cariocas e conversas com os traficantes. É o que trouxe a Folha de São Paulo na edição deste domingo, 4 de maio.

Anestesiada por uma onda de corrupção e desmandos, a sociedade vive um estado de letargia quando o assunto é uma reação imediata contra o status quo. Desde criança ouço que o Brasil é o país do futuro. Já se foram quatro décadas e ainda não vi esse tal futuro dar o ar da graça.

Quando as obras do Pan do Rio estavam em fase final de execução, Luiz Inácio Lula da Silva prometeu que os moradores do Rio de Janeiro teriam, a partir daquele momento, o melhor sistema de segurança pública do País.

O Pan do Rio já caiu no esquecimento e o crime continua a mandar na Cidade Maravilhosa. Tanto é assim, que o tráfico de drogas agora concorre com o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

Enfim...

 

Perderam o juízo (segunda - 05/05/08 - 13h14)

Tráfico de drogas é crime e o uso continuado da maconha causa danos irreversíveis. Está provado e comprovado cientificamente. Mesmo assim, a sempre ambulante metamorfose social tentou, mais uma vez, colocar nas ruas a Marcha da Maconha, impedida pela Justiça nas principais capitais do País.

A tese burra de que a maconha não faz mal é balela discursiva de quem precisa diuturnamente de um mata-borrão para as nódoas que o uso da droga provoca no convívio social.

Esse tipo de manobra me leva a pensar nos tempos em que o imperialismo norte-americano ainda engatinhava. E de lá para cá, os yankees se valeram de tudo para colocar em prática um extenso e sem fim plano de dominação. De gibis a música, de personagens de Disney à rede mundial de computadores. Tudo serviu para sustentar uma legião cada vez maior de alienados.

E o que agora acontece no Brasil – a Marcha da Maconha – é uma tentativa tupiniquim de se repetir o que na terra do Tio Sam em tese deu certo. A América Latina passa por um momento de fragilidade democrática, e produzir alienados é a melhor receita para golpes políticos.

A Justiça tirou a venda dos olhos e consegui enxergar mais longe. Ainda bem!

 

Cadeia para todos (segunda - 05/05/08 - 13h12)

O naufrágio ocorrido ontem com uma embarcação que transportava mais de 80 pessoas no rio Solimões é mais um triste capítulo da biografia da mais cobiçada região do planeta, a Amazônia.

De acordo com a Polícia Militar do Amazonas, até o início da madrugada já eram quinze os mortos no acidente, sendo que as buscas, que acontecem num raio de 20 quilômetros a partir do local do naufrágio, devem elevar o número de vítimas fatais.

Acidentes dessa natureza não causam espanto na região, pois a população local é refém dos desmandos barqueiros. Porém, causa estranheza o fato de jamais alguém da Capitania dos Portos ter sido incomodado por conta dos inúmeros acidentes semelhantes.

Se os barcos são irregulares, como alegam as autoridades, é porque há uma constante falha na fiscalização. Em um país minimamente sério algumas dezenas de autoridades já estavam na cadeia. Como aqui é o Brasil...

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Música do dia

Quem viveu a gloriosa era musical dos anos 60 sabe exatamente o estrago que Pata Pata fazia nos famosos bailinhos de garagem. Clique na imagem abaixo e ouça.

 

Novo espaço, novo desafio

Comentar o cotidiano sempre foi um sonho, uma meta possível e não tão distante. O grande problema, como sempre, era o tempo e sua ausência. Mesmo que tardia, chegou a hora de cuidar desse carnaval em que se transformou o nosso dia-a-dia.

Muitos me perguntam se estou abandonando o jornalismo político. Não, isto não está nos meus planos. Pelo menos por enquanto. Esta é uma tarefa exclusiva do Criador.

Uma nova página significa mais trabalho, mas opinar é algo que se confunde com o ar que respiro. Existir é escrever e vice-versa. É permitir a renovação da alma, do pensamento e da lógica. É acreditar num amanhã diferente.

Lançar este novo espaço só foi possível a partir da tranqüilidade que os parceiros, conquistados nos últimos tempos, têm me proporcionado.

"Foi na trajetória e na genialidade de um engraxate que encontrei os ensinamentos necessários para descobrir que o sucesso de alguém muitas vezes está no brilho do sapato alheio."

Ucho Haddad

[Este é um agradecimento a João Francisco, meu pai, que a partir de uma humilde caixa de madeira, repleta de graxas, panos e escovas, conquistou uma trajetória digna e o respeito de muitos.]

“A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”.

Mahatma Gandhi

 

“O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor.
O amor vive de dar e perdoar, e o egoísmo vive de tomar e esquecer”.

Sathya Sai Baba

 

Tudo sobre a política nacional, direto de Brasília, com a mais comentada equipe de jornalistas políticos da atualidade.

 

Clique na imagem acima e descubra Letras do Coração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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