Sem palavras (quinta - 24/04/08 - 12h26)

O dia se despede na Cidade Luz
Devidas explicações (quinta - 24/04/08 - 12h25)
Muitas foram as vezes que deixei o Brasil por questões profissionais. Rodei o mundo atrás da notícia. Mas antes de qualquer mudança de um país para outro, sempre fiz questão de voltar ao Brasil. Afinal, sou brasileiro.
Há muitas coisas nesse País que envergonham a mim e a milhões de brasileiros, mas aqui é a nossa casa. Aqui é possível estar inserido em um cenário minimamente conhecido. O que não invalida o meu desejo de ainda morar em outros países. Mas isso só deve acontecer depois que puder ver a luz no fim do túnel verde-amarelo. Enquanto isso não acontece, fico por aqui.
A minha última parada antes de voltar ao Brasil foi na terra do Tio Sam. Lá, com a permissão do Criador e o talento e dedicação dos médicos yankees, consegui prorrogar a vida. Quando ouvi dos médicos que tudo estava terminado, a sensação foi tão grande quando indescritível. Agradeci a tudo e a todos. E comecei agradecendo a Deus. Mas isso não era suficiente para mim.
Diante da minha dúvida decidi que iria ao Timor Leste, engrossar a equipe do saudoso embaixador Sérgio Vieira de Mello. Mas, como sempre, voltei ao Brasil antes de seguir para o Timor.
Aqui chegando percebi que o melhor que poderia fazer naquele momento era permanecer no Brasil. E cá estou desde dezembro de 2000.
Todo este introdutório serve não apenas para contar um ínfimo capítulo de minha vida, mas principalmente para justificar a escolha da música do dia.
Música do dia (quinta - 24/04/08 - 12h24)
Carioca da gema e filho de militar, Ivan Lins é um dos grandes nomes da música popular brasileira. Íntimo do piano, Ivan tem a sua carreira musical marcada pela influência do jazz, bossa nova e soul.

Engenheiro químico de formação, Ivan Lins iniciou no mundo da música nos festivais que marcaram a era da ditadura. Reconhecido internacionalmente e com vários discos gravados, Ivan sempre teve em Vitor Martins o seu fiel parceiro, com o qual compôs muitos dos seus sucessos.
No cenário internacional, Ivan Lins teve diversas de suas músicas gravadas por estrelas da grandeza de Quincy Jones, Barbra Streisand, George Benson, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Carmen McRae Nancy Wilson.
O primeiro sucesso do já sessentão Ivan Lins foi O Amor é o Meu País, que escolhi como a música do dia. Tudo propositadamente, porque só quem deixa o Brasil sabe o estrito significado dessa preciosidade que Ivan Lins batizou como O Amor é o Meu País.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça O Amor é o Meu País, com Ivan Lins.
Rainha da bunda (quinta - 24/04/08 - 12h22)
Que os homens são os mais irracionais dos animais racionais, todos sabem. Depois de uma era em a ditadura da magreza levou mulheres à irreversibilidade da anorexia, agora entra em cena a mulher melancia. Pode parecer uma brincadeira de mau gosto, mas não é.
Com sucesso (sic) conquistado no vácuo da música (sic novamente) Créu, uma mulher nascida e criada no Rio de Janeiro é a mais nova sensação nas rodas masculinas. Com excesso de curvas duvidosas e um derriére para ninguém colocar defeito, essa nova celebridade já conquistou muito mais do que os quinze minutos de fama a que todo reles mortal tem direito.
Depois de passar pelo incômodo sofá de Jô Soares, a mulher melancia surgiu repentinamente na telinha do Casseta & Planeta, como se fosse a melhor e mais recente das invenções.
Longe de ser um estereótipo de beleza feminina, essa tal mulher melancia é uma afronta aos parâmetros do bom senso.
Nessa contínua tara brasileira por uma boa e avantajada bunda, a moça vai fazendo a alegria do universo masculino, especialmente da parcela que pensa que pensa.
Fico preocupado com as marombadas que torraram fortunas em academias, shakes de emagrecimento, sessões de drenagem linfática e outras promessas milagrosas.
Enfim, o Brasil já passou para a história como o país do político que rouba, do craque da bola e da mulher que rebola.
Eu tô maluco! (quinta - 24/04/08 - 12h20)
No rastro da condenação que a imprensa brasileira impôs ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, testemunhas do caso Isabella agora são alvo da sandice das pessoas que deixam de lado seus afazeres para acompanhar de perto o assunto que ainda é o cardápio do cotidiano.
Ontem, em São Paulo , um homem foi preso após atirar a própria mochila contra o carro dos Nardoni. O pai e a irmã de Alexandre Nardoni foram à delegacia para prestar depoimento.
Para chegar ao distrito policial, pai e filha foram obrigados a enfrentar a ira e a curiosidade dos populares. Como se eles fossem os culpados pela morte da menina.
Isso tudo é resultado da explosiva combinação polícia-imprensa. Cada vez mais perseguindo os minutos de fama, policiais concedem entrevistas sem antes pensar no que pode resultar qualquer palavra mal colocada.
Ávida por manchetes e exclusividades, a imprensa abusou do achismo nesses últimos dias. Quando esse tal achismo ultrapassou o bom senso, os próprios veículos de comunicação trataram de amenizar o problema.
Acontece que situações estranhas marcaram as investigações do caso Isabella. Logo de cara a Justiça determinou o sigilo do caso. Mas essa decisão durou pouco, pois, do contrário, a Justiça seria obrigada a enquadrar o promotor, que se encantou com microfones e holofotes. A partir de então foi uma verdadeira festa de informações desencontradas.
A primeira informação dava conta que Isabella Nardoni já estava morta quando foi jogada pela janela. Dias depois, uma nova informação. Isabella não resistiu ao impacto da queda e morreu no jardim do prédio onde mora o pai. Agora, a mais recente novidade é que Isabella foi levada com vida ao hospital, mas não resistiu.
Resta saber quem está mentindo menos nesse show de mediocridade.
Desarrumando a casa (quinta - 24/04/08 - 12h19)
Imaginar que o enfadonho e dominical Fantástico está com os dias contados é mera utopia. De olho no futuro, sem tirar os pés do presente, o programa global patrocina uma verdadeira reforma no elenco.
Depois de Glória Maria, que deixou o programa debaixo de silenciosa polêmica, agora é a vez do jornalista Berto Filho, que desde a década de 70 empresta sua voz à emissora do Jardim Botânico.
Se objetivo da televisão dos Marinho é o rejuvenescimento, pelo menos é o que alegam a cúpula da emissora, não há razão para manter Cid Moreira como um dos locutores do programa.
Filhote da ditadura, a Globo insiste em aplicar nos tempos de democracia as lições que aprendeu no berço. Quem não reza na sua cartilha plúmbea está fadado ao ostracismo, não sem antes passar pelo departamento de RH da emissora.
Mesmo assim, a Globo veicula campanha em que destaca sua qualidade. Deve ser piada.
E eu com isso (quinta - 234/04/08 - 12h16)
Há coisas na vida que são realmente desnecessárias. E uma delas é a opção sexual das pessoas. Entre quatro paredes cada qual faz o que bem entender. Mesmo assim, quando alguma celebridade é o alvo da discussão, a coisa muda.
Cantora, Ana Carolina anunciou recentemente que o seu desejo do momento é namorar um homem, depois de anos de relacionamento com mulheres.
No rastro da guinada de Ana Carolina surge ninguém menos que Angela Ro Ro. A cantora e compositora tem usado um show que apresenta no Rio para confundir o público. Homossexual assumida, Ro Ro diz durante o espetáculo que está apaixonada por um ex-padre.
No caso de Angela Ro Ro tudo não passa de uma jogada de marketing, pois ela própria admitiu em entrevista à jornalista Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) que trata-se de uma invencionice.
Fico pensando o que seria do mundo sem a decisão anunciada dessas duas cantoras.
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