Aquarela divina (segunda - 14/04/08 - 13h05)

A natureza dispensa comentários
Música do dia (segunda - 14/04/08 - 13h01)
Steve Eugene Grove, mais conhecido no mundo dos acordes e arranjos como Euge Groove, nasceu no estado yankee de Maryland, mas foi na Florida, mais precisamente na Universidade de Miami, que se licenciou em música.

Saxofonista de primeira grandeza, com forte influência dos músicos das décadas de 60 e 70, Groove é conhecido por navegar com notória tranqüilidade no mundo do smooth jazz, gênero musical que nos EUA encontra enormes legiões de fãs.
Tanto é verdade, que algumas rádios norte-americanas dedicam-se exclusivamente ao gênero, como é o caso da Love 94, até bem pouco tempo acessível pela internet.
Em interpretação absolutamente impecável, Don’t Let Me Lonely Tonight, a música do dia, ganha doce e romântica suntuosidade no saxofone de Euge Groove.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Don’t Let Me Lonely Tonight, com Euge Groove.
Caras-de-pau (segunda - 14/04/08 - 12h57)
Na última sexta-feira, dia em que me dedico ao ócio, circulei por algumas ruas da maior cidade do país, São Paulo. Ao retornar para casa, deparei-me com uma cena conceitualmente hilária.
Desmontada, uma caixa de papelão protegia do sol escaldante o pára-brisa de um carro. Como desde pequeno faço dos detalhes o cardápio da vida, centrei minha leitura nas inscrições da tal caixa.
Lá, naquele protetor solar improvisado estava grafada a marca da Souza Cruz, gigante do universo dos cigarros. Abaixo do nome da empresa repousava incólume a seguinte frase: “Aqui tem responsabilidade social”.
Uma piada, pois quem induz o cidadão à morte, no mínimo deve ser considerado um irresponsável social, para não afirmar que se trata de um assassino às avessas.
Essa coisa de “responsabilidade social” não passa de modismo barato, pois muitas empresas tomam emprestado o que deveria ser levado a sério apenas para camuflar a voracidade criminosa do capitalismo.
Algo bem parecido com o que vem acontecendo com as ações de combate ao aquecimento da terra. Muitos dos que agora posam de bons moços querem mesmo ver o planeta ardendo em chamas.
Só cai nesse conto do vigário quem quer.
Reciclagem e imundice (segunda - 14/04/08 - 12h56)
Há quem diga que política e ecologicamente correto é reciclar. Eu também comungo da mesma idéia. Desde que a reciclagem seja algo extremamente organizado. Do contrário, reciclar vira uma baderna sem precedentes.
Quem caminha a pé pelas ruas das grandes cidades logo percebe a sujeira patrocinada pelos catadores de garrafas plásticas e latinhas de alumínio. Sem a devida coleta seletiva, latas e garrafas são misturadas ao lixo orgânico.
Numa cidade como São Paulo, que produz mais de 15 mil toneladas diárias de lixo, a busca pelo reciclável transforma as ruas em lixões a céu aberto.
Os catadores, sem a menor cerimônia, rasgam os sacos de lixo, deixando para trás todo tipo de lixo e detritos. Não bastasse o odor que marca as ruas paulistanas, o pedestre muitas vezes tem de driblar enormes baratas e gordas ratazanas.
Ou a prefeitura começa uma campanha educativa para incentivar a coleta seletiva, ou as calçadas serão dominadas por lixo e asquerosos animais.
Comportamento estranho (segunda - 14/04/08 - 12h54)
O caso Isabella Nardoni – a menina de 5 anos encontrada morta no jardim de um prédio na zona norte de São Paulo – continua fazendo a alegria do jornalismo irresponsável e sensacionalista.
Independentemente do veredicto da Justiça, a imprensa induziu a população a condenar o pai e a madrasta da jovem menina.
Até então, ninguém se preocupou com o estranho comportamento da mãe de Isabella, que tem tratado o assunto com muita naturalidade.
Beira a estranheza uma mãe, que perde sua cria de maneira tão trágica, conseguir, dia após o crime, comemorar o próprio aniversário com direito a bolo, velas e “parabéns a você”.
A polícia paulista investigará a mãe biológica de Isabella Nardoni ou não?
Solução natural (segunda - 14/04/08 - 12h52)
A dengue parece não dar trégua no Rio de Janeiro. Enquanto autoridades sanitárias e de saúde lutam para eliminar o intruso e resistente Aedes Aegipty, um remédio que evita a doença está sendo esquecido.
Natural e sem contra-indicações, a própolis evita a aproximação do mosquito da dengue. É o que garante o biólogo Gilvan Barbosa, de Florianópolis.
Segundo o biólogo, a própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos (flavona e vitamina B) que repelem os insetos.
Além das vitaminas do complexo B, C, H e O, a própolis também possui em sua composição flavonóides, galangia, resinas com bálsamo, cera e pólen.
Palavra de origem grega, própolis é a combinação de pro (defesa) e polis (cidade), que significa algo que defende a colméia.
Para prevenir a doença, a tintura de própolis deve ser ingerida da seguinte forma:
Adultos: de 30 a 40 gotas diluídas em água ausente de cloro. Um copo a cada 6hs.
Crianças: crianças, de 0 a 10 anos, deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em água sem cloro (quantidade a critério).
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