Plena e imponente (sexta - 11/04/08 - 11h54)

São Jorge contempla a lama do poder em Brasília
Música do dia (sexta - 11/04/08 - 11h51)
Filha de um “disc jockey” que cruzou os Estados Unidos com suas “pick ups”, Vanessa Williams teve excelentes referências musicais na infância e adolescência. Afilhada musical de Ron Townsend, um dos criadores do famoso grupo Fifth Dimension, Vesta estreou sua carreira solo em Los Angeles, no oeste norte-americano.
Com voz marcante que traz as filigranas do rhythm and blues, Vesta Williams passou por algumas gravadoras não tão importantes, mas gravou ao lado de ícones da música negra americana, como Chaka Kan, Gladys Knight e Stephanie Mills.
Congratulations, a música do dia, mostra toda a versatilidade de Vesta Williams, cuja voz, classificada como 4/8 plena, impressiona mutios dos amantes da música.
Em Congratulations, Vesta Williams exibe não apenas sua incontestável intimidade com a música, mas uma notória flexibilidade diante do microfone, que vai do meio-grave ao agudo vocal, com constantes momentos de suavidade.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Congratulations, na voz de Vesta Williams.
Liberdade provisória (sexta - 11/04/08 - 11h48)
O Tribunal de Justiça de São Paulo acaba de conceder habeas corpus ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni, respectivamente.
Mesmo que na opinião da polícia o pai e a madrasta continuem como principais suspeitos da morte da meinia de cinco anos, as investigações não chegaram a nenhuma prova conclusiva, pelo menos por enquanto.
Não importa se a liberdade de ambos é temporária e pode ser revogada a qualquer momento, e nem mesmo se eles venham a ser inocentados futuramente. O fato é que Alexandre e Anna Carolina já foram julgados e condenados pela imprensa.
O mistério que envolve a morte de Isabella Nardoni lembra o assassinato do advogado Jorge Bouchabki, ocorrido na véspera do natal, em São Paulo. O filho, Jorge Delmanto Bouchabki, o Jorginho, durante meses a fio foi considerado como o responsável pelo crime da Rua Cuba.
Defendido pelo competente advogado criminalista José Carlos Dias, Jorginho Bouchabki foi inocentado. Mas até hoje carrega o carimbo de assassino.
Virou diversão (sexta - 11/04/08 - 11h46)
Enquanto as especulações sobre o caso da menina Isabella Nardoni continuam, os brasileiros fazem da incógnita uma espécie de diversão. No rastro das reportagens, muitas delas com toques de futurologia, os telespectadores fazem do crime uma espécie de mini-série televisiva, onde a cada capítulo surge um novo e apimentado ingrediente.
Na cidade satélite de Sobradinho, no Distrito Federal, foi criado um bolão de apostas, sendo que o prêmio em dinheiro será divido entre os que acertarem quem é o assassino da garota.
Em reportagem no ucho.info, o jornalista Gilmar Corrêa destaca que na nova forma de voyerismo, como classificam as pesquisadoras Nancy Greca de Oliveira Carneiro, Andressa de Barros Cordeiro e Denise dos Santos Campos, há distorções que nem mesmo Sigmund Freud conseguiria explicar.
O fato é que quase duas semanas depois do crime, a polícia paulista ainda não identificou o culpado. Apenas alimentou a imprensa com informações de bastidores, o que permitiu conjecturas das mais levianas.
Todo cuidado é pouco (sexta - 11/04/08 - 11h44)
O Ministério da Saúde divulgou dados sobre a possibilidade de novas epidemias de dengue, a partir de 2009, em dezesseis estados brasileiros e no Distrito Federal. O que mostra que a incompetência do Estado é muito maior do que se imagina.
Acontece que no estado de São Paulo, algumas cidades do interior já registram números alarmantes. É o que traz a Agência Estado nesta sexta-feira.
Em Araraquara, já são 622 os casos confirmados de dengue. Em Ribeirão Preto, 320; Mogi-Guaçu, 156; e Bauru, 79.
Ora, se o mosquito transmissor da dengue é o mesmo da febre amarela, não é difícil imaginar o que pode acontecer.
Esse é pro santo (sexta - 11/04/08 - 11h42)
De um tempo para cá, sem que consiga entender os motivos, passei a receber na minha caixa de e-mails mensagens sobre festas que universitários realizam em São Paulo, a exemplo do que deve ocorrer em outras importantes cidades brasileiras.
Via de regra, esses convites eletrônicos informam que o consumo de bebida é liberado. Ou seja, um jovem compra o convite ou uma espécie de passe livre e bebe até cair.
Não é de hoje que as empresas de bebidas apelam para o non sense em suas campanhas publicitárias. De tartaruga a mulheres exuberantes e donas de curvas incontestáveis, as campanhas passaram a transformar celebridades garotos-propaganda, induzindo o cidadão a beber cada vez mais.
E no final vem aquela mentirosa frase “beba com moderação”. Que moderação, que nada. O que os fabricantes mais desejam é que cada brasileiro beba até desmaiar. Quanto mais dependentes do álcool, maior é o lucro.
Para reforçar a sanha cervejeira, como já critiquei aqui, a Brahma agora é arrastada pelo mote do “sou brahmeiro”, sugestão criminosa propalada pelo Brasil na voz e na figura de Zeca Pagodinho, que se não é o pior dos exemplos, o melhor certamente não é.
Longe de querer ser pudico, só penso no futuro do Brasil, que desde a década de 70 patina na tese de ser o país do futuro.
Com tantos alcoólatras espalhados por aí...
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