Elegância gemométrica (quinta - 10/04/08 - 11h49)

As linhas elegantes no parque eólico de Osório, no RS
Música do dia (quarta - 10/04/08 - 11h47)
Há exatos 38 anos, o beatle Paul McCartney anunciava o fim da banda que a partir do Cavern Club, em Liverpool, conquistou o mundo com suas músicas à época revolucionárias.
Os Beatles não só alcançaram fama, notoriedade e popularidade, como influenciaram nos usos e costumes da década de 60 e 70. Na verdade, o grupo foi, sim, um fator de mutação social, sendo que roupas, cortes de cabelo e comportamento mudaram a partir do surgimento do quarteto inglês.

Os números que marcam a história dos Beatles são impressionantes. Venderam 1,5 bilhão de discos ao redor do mundo, vinte de suas músicas conquistaram o primeiro lugar nas paradas de sucesso na terra do Tio Sam, sendo que em 1964 o grupo conquistou algo inédito até hoje. Os cincos primeiros lugares das paradas de sucesso dos EUA eram de músicas dos Beatles.
Se em todos os rincões do planeta os Beatles disseminaram discípulos apaixonados, aqui no Brasil o quarteto de Liverpool influenciou, e muito, na chamada Jovem Guarda, não apenas no estilo das canções, mas também nas vestimentas de músicos e cantores.
A paixão pelos Beatles levou muita gente a situações comportamentais recheadas de antagonismos. Se por um lado a beatlemania gerou mutações sociais, por outro alimentou o comportamento psicótico de alguns conturbados mentais, como é o caso de David Chapman, que em 8 de dezembro de 1980 assassinou John Lennon, em Nova York.
Para marcar essa data, escolhi Hey Jude como a música do dia. De autoria de Paul McCartney e John Lennon, Hey Jude, originalmente batizada de “Hey Jules”, foi criada para consolar Julian Lennon, inconformado com a separação de seus pais, John e Cynthia.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Hey Jude, com os Beatles.
Santo alimento (quinta - 10/04/08 - 11h45)
O pão nosso de cada dia, aquele mesmo que o catolicismo inseriu em nossas preces, agora está pela hora da morte. Com a falta de trigo no mercado, muitos moinhos começam a fechar as portas.
Somente no estado de São Paulo, quatro moinhos encerraram suas atividades nas últimas semanas. O que significa que produtos derivados do trigo tendem a subir de preço.
Consumidores entrevistados na capital dos paulistas, assustados com a escalada dos preços, começam a reduzir o consumo de pães e massas.
Quando o Brasil começava a experimentar os novos ares da democracia – se é que o que agora vivemos pode ser chamado de democracia – o governo federal mantinha um estoque regulatório. Hoje, o setor está ao Deus dará.
Resumindo, não demora muito e o cidadão vai encostar a barriga no balcão do boteco e pedir café com manteiga, pois o pãozinho, o dito francês, já era.
Todo cuidado é pouco (quinta - 10/04/08 - 11h44)
O caso do assassinato de Isabell Nardoni, em São Paulo, continua rendendo declarações estapafúrdias.
Nesta quarta-feira, uma autoridade, diante de um sem fim de microfones e câmeras, disse à imprensa que 70% do crime está resolvido.
Como no mundo do Direito Criminal não existe aquela tese da garrafa meio cheia e da meio vazia, 70% e nada representam a mesma coisa.
Ou a polícia esclarece 100% do crime, ou é melhor deixar o assunto de lado. Em tese, não há juiz no mundo que, no pleno exercício das faculdades mentais e abusando do seu conhecimento jurídico, condene alguém com base em provas 70% irrefutáveis.
Condenar antes das provas virou moda no meio midiáico, e isso tem de mudar.
Não tenho procuração defender o pai e a madrasta de Isabella, mas é preciso cautela com certas reportagens. No momento em que a desgraça alheia domina a cena, muitos sonham em conquistar minuts de fama.
Péssimo negócio (quinta - 10/04/08 - 11h39)
O leilão dos objetos pessoais mais valiosos do mega-traficante Juan Carlos Ramirez Abadía foi restrito a pessoas com comprovado poder de compra.
Entre as 425 pessoas que participaram do leilão, alguém comprou um relógio Audemars Piguet, avaliado em R$ 60 mil, que Abadía mantinha com extremado carinho. O relógio foi adquirido por R$ 41 mil.
Se a avaliação do tal relógio no mercado era de R$ 60 mil, resta saber qual é vantagem de comprar por 70% do valor um produto com dinheiro advindo do crime. Algo repleto de energias negativas.
De mais a mais, o relógio do camelô da esquina marca as mesmas horas que o ex-relógio de Ramirez Abadía.
Enfim, há aqueles que se acham mais espertos que a esperteza.
Cuide do bichano (quinta - 10/04/08 - 11h37)
Que no mundo há louco para tudo, já é sabido, mas em Londres as sandices não têm limite.
De acordo com a sisuda BBC, uma loja londrina, especializada em café, está vendendo um produto tão diferenciado quanto asqueroso. Um tipo de café cujos grãos são retirados das fezes de gatos selvagens.
Pelo preço cobrado, a iguaria é para poucos e muito ricos. R$ 168 cada xícara.
Batizado de Caffe Raro, o produto resulta da combinação de dois dos mais caros grãos de café do mundo. O Jamaican Blue Mountain e o Kopi Luwak, cuja produção é de cerca de 230 quilos por ano.
Por isso, se você tem um gato selvagem em casa, o melhor negócio é tratá-lo a pão-de-ló.
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