Adeus colorido (terça - 01/04/08 - 11h55)

A majestosa despedida da primavera
Música do dia (terça - 01/04/08 - 11h52)
Nascida no Bronx, em Nova York, a sessentona Carly Elisabeth Simon já embalou muitos casos de amor com suas canções. Quando estreou no mundo da música, Carly Simon tinha a irmã, Lucy, como companheira na dupla The Simon Sisters, no início dos anos 60.

Com o casamento da irmã, Carly Simon seguiu carreira solo e, não demorou muito, trilhou carreira de sucesso. Logo no primeiro álbum, lançado em 1971, Carly Simon conheceu o sucesso. Mas foi no segundo disco, lançado um ano mais tarde e batizado como “No Secrets”, que a cantora nova-iorquina invadiu as rádios do mundo.
Nesse disco estava o sucesso You´re So Vain, que na versão original tinha o roqueiro Mick Jagger no vocal de apoio. E é exatamente “You’re So Vain” que escolhi para a música do dia.
Cantora, compositora e instrumentista (piano e violão), Carly Simon casou-se em novembro de 1972 com o também cantor e compositor James Taylor, com teve dois filhos.
Em You´re So Vain, a música do dia, Carly Simon mostra sua capacidade de capturar frases isoladas e ordená-las musicalmente. Foi durante uma viagem de avião, enquanto tomava café ao lado do pianista Billy Mernit, que a cantora anotou em seu caderno uma frase que traduzia a imagem das nuvens refletidas na xícara, e que mais tarde deu origem ao verso “I had some dreams, they were clouds in my coffe”.
Desde que surgiu no mundo da música, Carly Simon jamais ficou muito tempo sem gravar. Seu último disco lançado no Brasil foi “Moonlight Serenade”.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça You´re So Vain, com Carly Simon
Qualidade bisonha (terça - 01/04/08 - 11h50)
À medida que a sociedade supostamente evolui, a imprensa se torna cada vez mais retrógrada. Para que esse retrocesso tão escandaloso quanto criminoso não seja percebido pela massa não pensante, organismos são criados pela própria imprensa, numa espécie de operação combinada para ludibriar a opinião pública.
Há dias um desses órgãos, que mais parece a sociedade dos poetas mortos, elegeu o Jornal Nacional como o melhor telejornal da América Latina. Deve ser uma enorme piada, pois o JN quando muito se limita a noticiar os fatos, desde que eles [os fatos], atendam aos interesses do maior anunciante do país, o governo federal. Longe de questões estéticas, mas certamente financeiras, imagens do presidente da República são analisadas com antecedência antes de serem levadas ao ar.
Em sua última campanha publicitária, levada ao ar nos últimos dias, a Rede Globo convocou seus funcionários – jornalistas e atores – para balbuciarem na telinha a qualidade da emissora e de seus produtos televisivos. Em dado trecho do filme publicitário, uma jornalista fala em credibilidade.
Aí, confesso, não sei se é para rir ou chorar.
Parou por quê? (terça - 01/04/08 - 11h48)
Causa estranheza o fato de a epidemia de dengue, que no Rio de janeiro já matou 67 pessoas, ter saído da mídia repentinamente. Trata-se de mais um caso típico de uma imprensa nada livre e puramente interesseira, que atende aos interesses do Estado em momentos de crise. E neste caso não se descarta a hipótese de compensações financeiras.
A Rede Globo, por exemplo, que em seus telejornais vinha noticiando o fato com alarde típico de imprensa sensacionalista, simplesmente deixou o assunto para segundo plano. Não que deixe de noticiar as ocorrências na Cidade Maravilhosa, mas apenas o faz para não perder o bonde da história.
A manipulação da informação é tamanha, que só mesmo um alienado por não percebe o que ocorre na imprensa nacional. De agora em diante é preciso monitorar a relação de alguns veículos de imprensa com o Estado em todas as suas instâncias (União, estado e municípios). E isso pode ser feito através de uma auditoria na publicidade oficial nos órgãos de comunicação que recuaram em relação à dengue.
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