Loucos pela rede (sexta - 14/03/08 - 11h26)
Desde que foi lançada, a Internet tem proporcionado avanços inenarráveis, mas ao mesmo tempo vem produzindo uma legião de dependentes da rede mundial de computadores.
O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, inicia em breve o segundo grupo de estudos e tratamento dos obcecados pela Internet. Esse novo grupo atenderá crianças e adolescentes (de 12 anos a 17 anos e 11 meses) que já não conseguem viver desconectados.
Nos EUA, o assunto já é tratado há mais tempo. Em 1999, quando ainda lá vivia, freqüentei algumas sessões de um grupo denominado “Internautas Anônimos”. Algo parecido com os grupos que tratam do alcoolismo e da dependência química. O assunto é sério e deve ser considerado pelos pais, uma vez que a Internet tornou-se algo imprescindível na vida do ser humano.
A dependência cibernética causa uma série de transtornos, que vão desde o convívio social a complicações psicológicas e de saúde. A exemplo do primeiro grupo, este agora dedicado aos jovens terá a duração de 18 semanas.
Gratuito, o tratamento servirá como base de estudos científicos sobre o tema. Os interessados devem telefonar para (11) 3069.6975 e falar com Niara, ou acessar www.dependenciadeinternet.com.br.
Sem criar dependência, por favor!
Música do dia (sexta - 14/03/08 - 10h25)
Lionel Frederick Cole. Com este nome, em outubro de 1931, foi batizado o músico Freddy Cole, que aos 6 anos já tocava piano. Em 1952, com 21 anos, Freddy lançou seu primeiro disco.

Irmão mais novo de Nat King Cole, Freddy relacionou-se profissionalmente com estrelas da música norte-americana, como Grover Washington Jr.
Diferentemente do irmão famoso, que alcançou fama e sucesso nos mais distantes lugares do planeta, Freddy conquistou seu público na Europa, América do Sul e extremo Oriente, além dos Estados Unidos.
No Brasil, Freddy Cole é um velho conhecido. Especialmente daqueles que acompanharam a novela “Dancin’ Days”, onde Freddy assinou a música “I loved you”, que integrou a trilha sonora da produção global.
Em suas andanças pelo mundo, Freddy sempre se apresentou com o seu quarteto, o “Freddy Cole Quartet”. Pianista dos bons e dono de uma voz que traz o tom grave dos Cole como herança, Freddy, desde 2007, faz parte do Georgia Music Hall of Fame. Diga-se de passagem, uma homenagem tardia.
A música do dia, “I’m not alone”, mostra não apenas o talento de Freddy Cole e de seu grupo musical, mas a sua marca registrada. Um jeito tranqüilo e romântico de cantar canções igualmente apaixonantes.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça “I’m not alone”, na voz inconfundível de Freddy Cole.
Tudo combinado (sexta - 14/03/08 - 9h54)
Depois da renúncia do então governador Eliot Spitzer, de Nova York, que admitiu em público ser um “habituée” no Emperor’s Club, uma refinada casa de prostituição local, a atenção da mídia agora recai sobre duas mulheres.
A porção sensacionalista da imprensa quer porque quer entrevistar Ashley Dupré, a garota de programa de luxo que cobrou US$ 4 mil por um encontro com o ex-governador. Ou seja, quer dar a Dupré os minutos de fama que Andy Warhol um dia profetizou, mas que ela não merece.
O alvo da porção mais sisuda e ingênua da mídia quer saber por quais motivos a mulher de Spitzer, a advogada Silda Spitzer, apareceu em público ao lado do marido no momento das explicações oficiais e renúncia. Silda era o retrato do achincalhe à dignidade feminina.

A imprensa norte-americana se faz de rogada diante de mais um caso de adultério, porque esse tipo de comportamento faz parte do cotidiano yankee.
Os súditos do Tio Sam são “useiros e vezeiros” desse tipo de situação. Traição nos EUA é algo tão comum quanto comprar pipoca na entrada do cinema. Tanto é assim, que o tema já serviu de enredo para diversas produções hollywoodianas.
Quanto à garota de programa, ela sairá de cena durante algum tempo, mas certamente voltará ao trabalho em outro local. Já a esposa traída Silda Spitzer, pode adotar a mesma resposta usada por Hillary Clinton, que foi obrigada a presenciar o marido, Bill Clinton, surgindo na tela da TV para dizer aos americanos que sexo oral não é sexo.
Hillary fez da tragédia pessoal um trampolim para sua carreira política. Obsessão pelo poder é uma chaga na vida dos que lá nascem. E não será novidade se Silda Spitzer for candidata em alguma eleição futura.
Anteriores