Rasgando dinheiro (terça - 11/03/08 - 20h17)
A cada dia que surge reforço a minha crença na teoria de que há louco para tudo. A casa de leilões Christie's, em Londres, irá leiloar em abril próximo um nu da modelo Gisele Bündchen.

Dependendo do valor alcançado pela foto da modelo brasileira, que exibe uma silhueta esquelética, será uma homenagem às anoréxicas e bulímicas que freqüentam as passarelas da moda.
Colunista da Folha de São Paulo, José Simão foi quem melhor definiu Gisele Bündchen. "Osso com peitão", o que levou-o a comparar a modelo com um chester.
Tirante a incontestáve beleza facial, Gisele é o avesso do avesso do queixo para baixo. E comprar uma foto nua da moça é algo que beira o inexplicável.
Volto com a minha pergunta: por que as gordinhas de Fernando Botero fazem tanto sucesso?
Mas como nem só de gordurinhas extras vive o mundo...
Marilyn te espera (terça - 11/03/08 - 4h07)
Nascida em Los Angeles no dia 1º de julho de 1926, foi como Marilyn Monroe que Norma Jean Baker conquistou fama e sucesso. Com 1,67 m de altura, 94cm de busto, 61cm de cintura e 89cm de quadril, Marilyn foi uma ode à sensualidade e um ícone da popularidade no século XX.

Mulher de beleza deslumbrante, lábios desejáveis e curvas que jamais mereceram reprimendas, Marilyn Monroe foi um furacão em forma de gente, mas a sua sensualidade, aliada à uma suposta inocência, é que fez com que a loira mais famosa do século passado fosse adorada em todo o planeta.
Foi a partir de uma foto de Marilyn Monroe nua que começou o interesse de John Fitzgerald Kennedy pela atriz de Hollywood.
E como mitos não morrem, apenas mudam de plano, você não pode perder o happy hour de despedida da bela e inesquecível Marilyn Monroe, que o Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro oferece na Galeria Estação.
Lá, na Galeria Estação, dirigida pela competente Vilma Eid, fotos de Marilyn Monroe sob o clique do festejado fotógrafo norte-americano Bert Stern.
Eu espero você, depois das 19 horas, para juntos darmos tchau à mulher que chacoalhou as estruturas do poder acima da linha do Equador.
Galeria Estação – Rua Ferreira de Araújo, 625 – Pinheiros – São Paulo – (11) 3813-7253
www.galeriaestacao.com.br
Música do dia (terça - 11/03/08 - 3h59)
Nascido em Munique, numa família da Baviera com forte atividade militar, o alemão Carl Orff foi um dos mais destacados compositores do século XX.
Após participar da Primeira Guerra Mundial, Orff voltou aos estudos da música. Uma de suas grandes obras é a cantata Carmina Burana, sempre no cardápio musical das principais orquestras do mundo.

Muitos acusaram, sem prova, Carl Orff de associação com o nazismo, mas Carmina Burana fez um enorme sucesso na Alemanha nazista depois de uma apresentação, em 1937, em Frankfurt.
Expressão de origem latina, Carmina Burana significa Canções de (Benedikt)beuern. A fonte de inspiração de Orff para a criação da cantata é muito discutida, mas o que se sabe é que foi a partir de um códex de poesias medievais que o compositor encontrou o arranjo ideal para solistas e coros.
Carmina Burana, a música do dia, é uma parábola da vida humana, sempre exposta às mutações ditadas pelo cotidiano. A letra da cantata de Orff traz ao público o conceito medieval da roda da fortuna (por isso seu nome Carmina Burana – O Fortuna – Imperatrix Mundi), onde a boa e a má sorte se alternam.
O apelo em coral à Deusa da Fortuna (“O Fortuna, velut luna”) abre e encerra a obra de Carl Orff, que se divide em três partes: 1 - o encontro do Homem com a Natureza despertando na primavera (“Veris leta facies”). 2 - seu encontro com os dons da Natureza, que culmina com o dom do vinho (“In taberna”). 3 - seu encontro com o Amor (“Amor volat undique”).
Aumente o volume do seu player, clique no link localizado no topo da coluna à direita e curta a beleza de Carmina Burana, de Carl Orff.
Sem limites (terça - 11/03/08 - 3h51)
Certa vez, não faz muito tempo, uma renomada jornalista solicitou minha ajuda para realizar uma reportagem. Seu desejo era entrevistar um batedor de carteiras, para retratar o conflito entre as gerações do crime.
Na verdade, o que desejava a jornalista era descobrir o que faz um larápio com reconhecidas habilidades manuais diante da evolução do crime. Buscamos daqui e e dali, mas nada feito. O crime de fato evoluiu.
A evolução do crime é tamanha, que roubar uma bolsa ou algo parecido é coisa de ladrão “pé de chinelo”. Procuramos muito, com advogados criminalistas pouco famosos, com moradores de rua, mas não encontramos. Nem mesmo na famosa Praça da Sé, em São Paulo.
Depois de especializar no roubo de cabines telefônicas, caixas eletrônicos e outros que tais, a bandidagem agora rouba controladores de tráfego, equipamentos que acoplados aos semáforos monitoram o volume de trânsito nos cruzamentos de ruas movimentadas.
Foi o que aconteceu na madrugada desta segunda-feira, em São Paulo, a maior e mais movimentada cidade do país.
O que as autoridades fizeram? Nada, absolutamente nada. Apenas instalaram cinco novos controladores de tráfego.
Que inocente foi minha amiga ao querer encontrar um batedor de carteira.
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