Chama o ladrão! (terça - 04/03/08 - 14h57)
Na edição desta terça-feira, o Jornal do Brasil traz, sob o título "Setor bancário desobedece a norma", reportagem sobre o não cumprimento por parte das instituições financeiras de determinação do Banco Central, que exige que os clientes sejam informados sobre os custos de financiamento.
Imaginar que algum dia os banqueiros irão respeitar alguma lei ou regra aqui no Brasil é um mero devaneio.
Depois de derramarem polpudas quantias em dinheiro nas duas campanhas vitoriosas de Lula da Silva à presidência, os banqueiros fazem do Brasil moderno uma reedição das capitanias hereditárias. Mandam e desmandam como e quando querem.
Um dos descalabros do sistema financeiro está na cobrança da Taxa de Abertura de Crédito, a famigerada TAC, nos contratos de financiamento. A TAC é ilegal e o cliente pode se recusar a pagá-la.
Para se ter uma idéia da verdadeira fortuna que a TAC proporciona, os bancos faturam anualmente perto de R$ 6 bilhões com a cobrança da taxa.
E quem rouba uma coxinha para matar a fome vai preso.
Caiu no esquecimento (terça - 04/03/08 - 12h23)
O caso da menor de idade (15 anos) que, acusada de roubo, passou quase dois meses presa na cela da delegacia de Abaetetuba, no sul do Pará, em companhia de vinte homens, onde sofreu as mais variadas barbáries sexuais, caiu no esquecimento popular e do governo federal.
Luiz Inácio da Silva, o presidente Lula, engodo político embrulhado com estratégias marqueteiras, chegou ao poder com o voto do povo. Mas do povo o presidente pouco quer saber, a não ser a formação de um silencioso e obediente curral eleitoral que garanta sua perpetuação no poder.
Desde que o caso foi revelado, Lula da Silva nada fez para punir os verdadeiros culpados. Governadora do Pará, a petista Ana Júlia Carepa, que tem se dedicado a contemplar sua corriola com cargos e salários, também nada fez.
Na verdade, o que o presidente-operário fez foi colocar sua tropa de choque em ação para abafar o caso e preservar a companheira de partido.
À menina e sua família foi concedido o direito de sair da cidade paraense, como se isso reparasse o dano causado. Fosse o Brasil um país sério, a governadora Ana Júlia já estava na cadeia.
Fico pensando o que aconteceria se a vítima fosse uma neta do presidente Lula. Presidente, deixe a covardia de lado e solucione tão bárbaro caso.
Música do dia (terça - 04/03/08 - 7h24)
A norte-americana Patti Austin estreou no mundo da música aos 4 anos, e o primeiro contrato, assinado com a RCA, aconteceu quando ela tinha apenas 5 anos de idade.

No começo da carreira Patti Austin atuou como cantora de jingles, mas foi nos anos 80 que conheceu o significado da palavra sucesso.
O seu talento incontestável fez com que o produtor Quincy Jones e a diva da música Dinah Washington se auto-proclamassem "godparents" de Austin - neste caso uma espécie de padrinhos de batismo musical.
Versátil diante do microfone, essa nova-iorquina do Harlem é conhecida por emprestar sua doce e afinada voz ao jazz, rhythm & blues e pop.
Patti Austin já cantou ao lado de estrelas como George Benson, Johnny Mathis, Luther Vandross e Michael Jackson.
Fã declarada da Música Popular Brasileira, Patti Austin esbanja talento ao interpretar "The Island", versão americana da música "Começar de novo", de Ivan Lins e Vitor Martins.
E como começar de novo sempre vale a pena, clique no link localizado no topo da coluna à direita e curta The Island, na voz de Patti Austin.
Só para poucos (terça - 04/03/08 - 7h15)
Há quem diga que a Justiça é cega, mas dependo do assunto ela parece ser mais uma vez burramente elitista.
Com a criação de novos canais de televisão, muitos foram os órgãos oficiais que criaram suas emissoras. E a Justiça não ficou de fora dessa tendência.
Atualmente, a TV Justiça está disponível apenas para os assinantes de TV a cabo, o que configura uma situação discriminatória.
Mas esse quadro deve mudar em breve. Infelizmente, para pior. A TV Justiça, na Grande São Paulo, estará disponível na TV de sinal aberto, apenas para aqueles que captam o sinal da chamada TV digital.
Deu a louca no mundo (terça - 04/03/08 - 7h05)
Na última semana comentei sobre a irresponsável campanha publicitária da Brahma, que gira em torno do neologismo "brahmeiro", como forma de levar o consumidor ao hábito de beber.

Hoje, no ucho.info, sítio eletrônico dedicado às coisas da política nacional e internacional, volto ao assunto.
Números do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais mostram que 70% dos casos de afogamento estão relacionados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Resta saber quem irá contestar oficialmente a campanha da Brahma, que tenta vender fazer do termo "brahmeiro" uma prfissão de fé.
Anteriores