Imoral ou amoral? (sexta - 29/02/08 - 12h03)
No momento em que o governo federal luta para proibir a venda de bebidas alcoólicas nas estradas, a cervejaria Brahma estréia campanha publicitária no mínimo duvidosa.
Tendo à frente o pagodeiro Zeca Pagodinho, a Brahma invadiu os veículos de comunicação com peças publicitárias que trazem o mote "ser brahmeiro".
Em muitas cidades brasileiras, ostensivas placas de publicidade tentam convecer o incauto consumidor que o correto mesmo é ser alcoólatra.
Em São Paulo, por exemplo, em uma das principais avenidas da cidade, um cartaz da campanha exibe a frase "ser Brahmeiro é ter fé na vida".
Ora, o conceito que a Brahma tenta disseminar, de olho no lucro, é que descolado é aquele que bebe até cair. A legislação de trânsito, em especial, considera como alcoolizada a pessoa que tomou mais do que dois copos de cerveja. Ou seja, à essa altura o sujeito já perdeu a fé, o raciocínio e tudo mais.
Considerando que o sufixo "eiro" é um formador de profissão (borracheiro, verdureiro, carteiro, lixeiro, jornaleiro, etc.), "brahmeiro" pode ser traduzido como cachaceiro. Em outras palavras, a Brahma criou o bêbado de carteirinha.
Mas no país onde um jornalista que escreveu sobre os goles extras do presidente quase foi deportado, o melhor a se fazer é imaginar a Brahma está correta e que Zeca Pagodinho é o melhor dos exemplos.
Até porque, contrariando a música, na minha casa, onde todo mundo é bamba, ninguém bebe, ninguém samba.
Reino da mentira (sexta - 29/02/08 - 10h14)
O que um cidadão de bem pode esperar de um presidente da República? Se o questionamento tiver o Brasil como foco, é bom que se diga que não se pode esperar coisa alguma.
Preocupado com suas já conhecidas bravatas, o presidente Luiz Inácio, por meio de assessores, reconheceu que no País existe, de maneira deliberada, prática de tortura, desigualdade racial e de gênero, concentração de terras e dificuldade de acesso à saúde.

Um estadista reconhecer a prática de tortura e nada fazer para combatê-la é um convite ao fim do mundo. Quanto à dificuldade de acesso à saúde, isso mostra que Lula não foge do padrão. É um mitômano contumaz.
Dias antes do primeiro turno da eleição de 2006, o então candidato-presidente disse, a quem quisesse ouvir, que a saúde no Brasil estava a um passo da perfeição. Mentira!
Que alguém explique essa perfeição do Lula, pois até agora não consegui entender.
O faroeste é aqui (sexta - 29/02/08 - 10h06)
Nos últimos cinco dias, a cidade de São Paulo foi palco de uma nova modalidade de crime. Assaltantes em fuga roubaram uma perua escolar para escapar da polícia.
Em um dos casos, os criminosos rodaram pelas ruas da capital paulista durante mais de meia hora, com a polícia no encalço patrocinando uma cinematográfica perseguição.
Tudo absolutamente normal para uma megalópole como São Paulo, não fossem as crianças que permaneceram dentro do veículo até a prisão dos criminosos, enquanto os policiais disparavam tiros para todos os lados.
Mesmo assim, as autoridades só tratam da segurança pública quando estão no palanque eleitoral.
O tema comtoda certeza será tratado com mais responsabilidade quando o filho de algum político ou endinheirado for vítima desse tipo de crime, que parece estar virando moda em São Paulo.
Imposto todo dia se paga nesse país, mas retorno que é bom, nada.
Música do dia (sexta - 29/02/08 - 9h56)
Dona de uma das belas vozes da música brasileira, a maranhense Alcione Nazaré inciou no mundo das notas e acordes aos doze anos.
Filha de um policial, João Calos Dias Nazaré, que integrava a banda da corporação, Alcione teve no pai a porta de entrada para a música.

Professora de formação, Alcione deixou a terra natal para ganhar o mundo, e nele conquistando o respeito dos que minimamente entendem ou gostam de música e, em especial, dos mais experientes no tema.
Um dos orgulhos do Maranhão, a terra do cuchá, Alcione recebeu inúmeras homenagens, algumas delas fora da música. Em São Luiz, por exemplo, a cantora dá nome a um teatro e uma ponte.
Mangueirense de coração e alma, foi tema do samba-enredo da escola Unidos da Ponte, do Rio de Janeiro, que ganhou a avenida com o enredo Marrom da cor do samba.
Sambista em sua essência, Alcione é uma cantora de ecletismo incontestável. Dona de voz inconfundível, Alcione, a Marrom, simplesmente abusa do talento ao cantar "Overjoyed", canção de Stevie Wonder.
E pegando carona na letra de Overjoyed, Alcione está "over dreams, over love, over hearts". Over qualquer um de nós, reles mortais.
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