Uma barbaridade! (quarta - 27/02/08 - 16h19)
No último domingo, 24, fiz um certo esforço para tentar compreender o espaço que o dominical Fantástico, da Rede Globo, cedeu ao Barão do Ecstasy, colocado em liberdade pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
A equipe de reportagem da "Velha Senhora" preocupou-se apenas em saber a opinião do traficante sobre a reconquista da liberdade, como se isso fosse acrescentar alguma coisa na vida do telespectador.
Ninguém soube perguntar, ou quem sabe teve a ousadia necessária, sobre o que o traficante pensa a respeito do estrago que as drogas causam na vida dos usuários, em sua maioria jovens.
Na seqüência do que vi no programa da Vênus Platinada, conclui que há uma enorme inversão de valores no caso das drogas.
Tráfico de drogas é crime, e cabe ao Estado, em todas as suas instâncias, combatê-lo. E isso, todos sabem, os governos não fazem, e não é de hoje.
Ora, se o Estado é incompetente no combate ao tráfico de drogas, deveria pelo menos manter clínicas de recuperação de drogados.
Mas nem isso o Estado faz. Em outras palavras, somos vítimas de uma droga chamada Estado.
Fim de linha (quarta - 27/02/08 - 8h16)
A mais nova pérola discursiva de Luiz Inácio Lula da Silva foi lançada nesta terça-feira (26), durante evento no Rio de Janeiro.
Para anunciar sua vista a favelas cariocas, na próxima semana, onde lançará investimentos na área social, o presidente brasileiro disse que "Se porrada educasse as pessoas, bandido saía da cadeia santo".
Trata-se de mais uma das bizarrices presidenciais, pois se Lula sabe que nas prisões brasileiras impera a violência, um processo por crime de omissão seria um presente.
Sem saber que o cargo de presidente da República exige um mínimo de protocolo e postura, Lula abusa dessa linguagem chicaneira.
Ninguém merece (quarta - 27/02/08 - 8h10)
Como sempre enfadonho, e agora causando constrangimento nos bastidores da Vênus Platinada, o programa Big Brother Brasil apela a tudo e a todos para melhorar os índices de audiência e, por conseqüência, o faturamento global.
Comentar o cotidiano tem suas imposições, mas acompanhar tão ridícula produção é demais. Na edição desta terça-feira, o BBB apelou para a fama do Rei Roberto Carlos.

Um dos temporários habitantes da casa foi ao show do Rei, que acontecia em um trasatlântico que singrava as águas brasileiras.
No momento em que a produção do programa quer ser mais realista que o Rei, a Rede Globo deveria perceber que o BB chegou ao fim.
Música do dia (quarta - 27/02/08 - 7h51)
Nascido Francisco Sánchez Gómez, o já “sessentão” Paco de Lucía é o mais novo dos cinco filhos do guitarrista de flamenco Antonio Sánchez. Em 2004 foi distinguido com o Prêmio Príncipe das Astúrias, por ser um músico que transcendeu fronteiras e estilos.

Entre tantas parcerias musicais, a que mais se destacou e correu o mundo foi a criada com o norte-americano Al di Meola.
Nascido no estado de Nova Jersey, Meola, que tocou com Chick Corea, dedicou boa parte de sua carreira à descoberta de novos estilos musicais. Em sua discografia é possível perceber a forte influência da música latina.
Tendo colaborado com Stanley Clarke e Jean-Luc Ponty, Meola é considerado um dos melhores guitarristas da terra do Tio Sam, título que a revista Guitar Player Magazine lhe concedeu em quatro ocasiões.
Uma das gravações de maior sucesso da dupla, que ainda é tocada nas rádios do mundo, é a “Pink Panther” (Pantera Cor de Rosa), que escolhi como a música do dia desta quarta-feira.
Com os inconfundíveis acordes que arrancam de seus violões, Paco de Lucía e Al di Meola simplesmente dão um show quando tocam o tema musical do desenho animado do felino trapalhão.
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