Pela hora da morte (terça - 26/02/08 - 16h54)
Hoje, na minha diária e matinal leitura dos jornalões brasileiros, deparei-me com uma bizarrice do mundo capitalista.
Anunciar a morte de alguém no sábado ou no domingo custa mais caro que durante a semana.
É compreensível que os jornais cobrem mais dos anunciantes em suas edições dos finais de semana, mas beira a avareza arrancar algum dinheiro extra de alguém que está lidando com a morte.
Os veículos de comunicação levam em consideração o maior número de leitores nos finais de semana quando da elaboração das tabelas de preços de publicidade. Isso tudo porque o anunciante pode lucrar mais a partir de uma maior exposição da sua marca ou produto.
Agora resta saber o que uma família enlutada pode lucrar anunciando a morte de alguém no sábado ou no domingo.
Música do dia (terça - 26/02/08 - 9h46)
Precursor das águas. Este é o significado do nome de Yamandu Costa, um dos maiores fenômenos da música brasileira de todos os tempos. Gaúcho de Passo Fundo, Yamandu cresceu entre os acordes do “Os Fronteiriços”, grupo musical comandado pelo pai, Algacir Costa.
A partir dos quinze anos de idade, Yamandu aprimorou sua formação musical ouvindo o também gaúcho Radamés Gntalli, instrumentista e compositor reconhecido internacionalmente.
Músico de múltiplos estilos, Yamandu Costa toca choro, bossa nova, milonga, tango, samba e chamamé, este último um gênero musical argentino que mistura a cultura de várias etnias, e que com muita paixão narra entre as notas do violão a história do ser humano.

Aos 28 anos, completados no último dia 24 de janeiro, Yamandu tem um público tão cativo quanto heterogêneo, que mescla especialistas musicais com fãs de ouvidos apuradíssimos.
Há dias ouvi que Yamandu Costa é um louco, mas na verdade ele viaja nos re-arranjos musicais que, de maneira quase que estaticamente performática, arranca de seu violão de sete cordas. E se todo esse talento for de fato loucura, tem muita gente querendo morrer amarrada.
Em “Taquito Militar”, a música de hoje, é possível compreender com facilidade a grandeza do talento de Yamandu Costa, o gaúcho que ganhou o mundo nas cordas do violão, sem deixar para trás a querência gaúcha.
Jogo sujo (terça - 26/02/08 - 9h40)
Engana-se quem pensa que só no Brasil é que os golpes baixos tomam conta dos processos eleitorais.
À frente de uma campanha rumo à Casa Branca que só cresce em termos de popularidade, o senador democrata Barack Obama, que pode desbancar a ex-primeira-dama Hillary Clinton, agora é vítima de preconceito.
De descendência queniana, Obama visitou, tempos atrás, a terra de seus ancestrais, onde se deixou fotografar com roupas típicas da região. Na ocasião, o pré-candidato democrata foi fotografado com um turbante.

Agora, seus adversários tentam fazer do tal turbante uma ponte para o radicalismo do Islã, como forma de minar sua metéorica escalada política.
Fossem as campanhas eleitorais uma lavanderia de transgressões morais, Hillary Clinton deveria distribuir aos seus eleitores camisetas com a foto de Monica Lewinski, e o republicano John McCain com a da amante-lobista.
Mesmo assim, os sobrinhos do Tio Sam continuam acreditando na frase que marca a moeda norte-americana. In God we trust.
Imagine só se eles não confiassem. Os EUA já tinham se transformado em um inferninho de quinta.
Maluco beleza (terça - 26/02/08 - 9h39)
Um estudo da Organização das Nações Unidas, a outrora poderosa ONU, aponta para um crescimento do consumo de drogas no Brasil, a uma taxa de 6% ao ano entre 2002 e 2007. O que mostra que as políticas sociais do governo federal, que distribui dinheiro público a esmo, serviram para rechear ainda mais o bolso dos barões da droga.
Analisando os crimes cometidos diuturnamente nas rgandes cidades brasileiras é possível detectar o crescimento do consumo de drogas. A violência e o requinte de crueldade dos criminosos crescem na mesma proporção que aumenta o consumo de cocaína e outros que tais.
Na última semana, uma mulher, residente na região do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, foi vítima de dois assaltantes aloprados.
Abordada pela dupla quando deixava uma farmácia da cidade onde mora, a vítima foi obrigada a dirigir por mais de três horas pelas estradas locais. Depois disso, teve os pulsos cortados e foi arremessada de uma ponte a quinze metros de altura.
Sem saber nadar, a mulher se agarrou a uma porção de mata ciliar, até que seus gritos de socorro permitiram que ela fosse localizada e salva.
E nós, régios e pontuais contribuintes, somos vítimas de duas drogas: os barbitúricos e o Estado.
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