Pulando a cerca (sexta - 21/02/08 - 13h56)
Não há mais razão para duvidar. O mundo é de fato um enorme fundo de quintal, dominado pela seara das fofocas.
Depois do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que foi vítima da crítica local por conta de seu romance com a bela Carla Bruni, agora é a vez do senador republicano John McCain cair na chamada "Boca de Matilde".

Candidato à sucessão do presidente George W. Bush, McCain viu, nesta quinta-feira, detalhes de sua intimidade serem manipulados pelos adversários políticos.
Um romance de McCain com uma lobista, "bonitinha" e trinta anos mais jovem, foi o prato do dia na terra do Tio Sam.
Isso mostra que a hipocrisia não é privilégio dos habitantes da Botocundia, mas um direito de todo e qualquer terráqueo.
Mas o que fazer na terra de um presidente que, para escapar de um escândalo, disse que sexo oral não é sexo?
O que é então, Bill?
Doce liberdade (sexta - 21/02/08 - 12h49)
Finalmente a diplomacia brasileira tirou o "derrière" da poltrona e fez algo em prol de um brasileiro.
Preso em Beirute sob a suposta acusação de envolvimento com grupos terroristas árabes, o médico pediatra Mohamad Kassen Omais, 45 anos, foi libertado nesta sexta-feira na capital do Líbano.
Omais, que sonha em voltar para Cuiabá, passou sete dias em uma prisão libanesa, mas a Justiça local reconheceu sua inocência.
As autoridades que prenderam o médico identificaram uma adulteração em seu passaporte libanês. A defesa alegou que um primo de Mohamad Omais utilizou o documento para viajar à Síria, conhecido reduto de extremistas do mundo árabe.
Se por um lado a diplomacia brasileira estava devendo, e muito, por outro é preciso boa dose de inocência para que alguém empreste o próprio passaporte para um parente.
Doutor Mohamad, com um primo desse naipe ninguém precisa de inimigo.
Bola fora (sexta - 21/02/08 - 12h29)
A despedida das quadras que o tenista Gustavo Kuerten protagonizou, dias atrás, foi só uma jogada de marketing. Repetindo o que muitos atletas já fizeram - Pelé e Romário são especialistas no assunto - Kuerten deve voltar às quadras.

O tenista, que justificou o adeus ao tênis profissional com a falta de condição física, aceitou disputar o Masters Series de Miami, única competição que não venceu.
Resta saber quem dará alguma explicação convincente aos torcedores que compareceram à chorosa despedida de Gustavo Kuerten.
Ou será que no Brasil é assim mesmo? Anuncia-se sempre aquilo que não será feito.
A música do dia (sexta - 21/02/08 - 11h09)
Até hoje não se sabe o conteúdo do refrigerante mais vendido do planeta, a Coca Cola, mas é preciso admitir que em matéria de propaganda e marketing a empresa norte-americana mostra competência.
Nos anos 60 - do século passado - a Coca Cola Company veiculou nos EUA um jingle simplesmente irrepreensível, cantado por dois monstros sagrados da música mundial: Ray Charles e Aretha Franklin. Foi a primeira vez que Ray e Aretha cantaram juntos.

Nascido Raymond Charles Robinson, o maior gênio da música negra americana foi perseguido por racismo em sua adorada Geórgia, estado ianque onde funciona a Coca-Cola.
Com dois casamentos no currículo e pai de doze filhos, de sete mulheres diferentes, Ray morreu em Los Angeles, aos 74 anos, em 10 de junho de 2004.
God bless you Ray!
Veneza é aqui (sexta - 21/02/08 - 11h09)
Mais uma vez, a maior e mais rica cidade brasileira naufragou. Depois de uma forte chuva que durou menos de trinta minutos, muitos foram os pontos de alagamento e tragédia na cidade de São Paulo.
Outrora eldorado de retirantes, São Paulo é o avesso do avesso. Preocupando-se apenas com a cosmética urbana, a administração da cidade é pífia e vergonhosa.
De nada adianta retirar painéis de publicidade com o objetivo de diminuir a poluição visual, se na guerra entre santos - São Pedro e São Paulo - a cidade transforma-se na versão tupiniquim de Veneza.
As eleições municipais estão a caminho, e com boa dose de certeza não faltarão, em cima dos palanques, aquelas já conhecidas promessas impossíveis de serem cumpridas.
A política sempre foi repleta de coisas inexplicáveis, mas o que mais assusta é a aritmética eleitoral. Uma campanha para a prefeitura de São Paulo não sai por menos de US$ 10 milhões (dez milhões de dólares).
Por que um candidato vitorioso investiria tamanha fortuna para ocupar a terceira mais importante cadeira política do país, se em salários, nos quatro anos de mandato, receberá menos de R$ 1 milhão?
Se alguém souber a resposta...
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