Aumente o som (quinta - 21/02/08)
Escrever é o que me move, mas entendi que aqui deveria colocar um pouco mais da minha emoção. Precisava, sim, escancarar a minha alma. Foi então que decidi lançar uma espécie de cantinho musical.
A cada dia trarei uma música nova, numa espécie de viagem por esse universo que tanto me fascina.
Um breve comentário sobre a música escolhida, seus autores e intérpretes estarão disponíveis na coluna à direita. Relaxe e aproveite!
Azúcar! (quinta - 21/02/08)
Aproveitando a renúncia de Fidel Castro, inauguro este espaço com a música "Cuba Libre", onde Willie Chirino e Celia Cruz esbanjam "cubanidade".

Nesse emocionante tour musical pela ilha caribenha, que na verdade é uma declaração saudosista de amor à terra natal, Celia Cruz, em determinado trecho da música, diz que morre por Cuba e lá gostaria de morrer.
Nascida Úrsula Hilaria Celia Caridad Cruz Alfonso, a rainha da salsa deixou Cuba em 1959 por conta da revolução deflagrada a partir da Sierra Maestra.
Casada com o também cantor cubano Pedro Knight, a "salsera" Celia Cruz morreu em New Jersey (EUA), aos 78 anos, vítima de câncer no cérebro.
Ócio elegante (quinta - 21/02/08 - 22h01)
Ontem, quarta-feira (20), comentei sobre a postura mambembe e preguiçosa da diplomacia brasileira no caso da estudante Patrícia Camargo Magalhães, presa no aeroporto de Madrid e deportada para o Brasil dois dias depois, apenas porque não portava o voucher do hotel onde ficaria hospedada em Lisboa.
Agora, diplomatas brasileiros em Beirute cruzaram os braços diante do caso do médico Mohamad Kassen Omais, preso pela polícia libanesa sob a suposta acusação de envolvimento com grupos terroristas.
Pediatra e residente em Cuiabá, capital do Mato Grosso, Omais foi detido no momento em que desembarcou no aeroporto libanês.
Representantes do consulado brasileiro em Beirute justificaram a já conhecida inoperância da diplomacia alegando falta de acesso ao preso.
Ora, para que serve um diplomata, régia e nababescamente pago com o dinheiro do contribuinte, se não para solucinar problemas de brasileiros no exterior?
Há uma clara e escandalosa inversão de valores em ambos os casos - devem existir milhares de outros -, pois detidos deveriam estar esses saltimbancos travestidos de diplomatas, que diuturnamente surrupiam o dinheiro da nação.

O Itamaraty, sob o comando de Celso Amorim, experimenta a maior crise de credibilidade desde a época de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o barão do Rio Branco.
Fim de linha (quinta - 21/02/08 - 10h33)
Candidato aos quinze minutos de fama profetizados pelo artista pop norte-americano Andy Warhol, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) começa a se preocupar com a quase epidemia de dengue na Cidade Maravilhosa.

Na edição desta quinta-feira, o Jornal do Brasil traz reportagem sobre o tema. Na terra do Cristo Redentor, onde o imperador é César Maia, a dengue rompeu a barreira dos 6 mil casos registrados.
Se por um lado há uma clara inoperância por parte da da administração do Rio, por outro existe uma incompetência do governo federal, que não controla a aplicação dos recursos oficiais repassados às prefeituras.
É bom lembrar que o Aedes aegypti, transmissor da dengue, é o mesmo da febre amarela.
Basta um macaco carioca contrair febre amarela para que acenda a luz vermelha no Ministério da Saúde.
Como disse, e ainda diz, dom Lula I, "nunca antes neste país..."
Decisão perigosa (quinta - 21/02/08 - 8h25)
A Justiça paulista impôs multa de R$ 14.880 a um jovem da cidade de Pontal, no interior do estado, que chamou um empresário homossexual de “veado”.
De acordo com a lei contra a homofobia, de autoria do deputado Renato Simões, penas pecuniárias devem ser aplicadas às manifestações discriminatórias contra homossexuais.
A ofensa, que aconteceu em uma loja de conveniência da cidade, foi seguida por agressões físicas. A Justiça entendeu que o jovem terá de pagar outra multa, no valor de um salário mínimo, pelas agressões físicas.
Essa decisão da Justiça é estranha, como pouco clara é a lei em questão. Se o agredido fosse chamado de “homossexual” nada aconteceria ao agressor?
Discriminação é algo conceitual e muito mais amplo. No momento que um cidadão conspira contra outro por motivos de opção sexual já está configurada a ação discriminatória.
Por outro lado, a disparidade entre o valor da multa por discriminação e o da agressão física pode inverter o caminho do ato discriminatório. E não causará surpresa se daqui por diante os agressores agirem calados.
Em tempo: o que acontece com um homossexual que chama um homem de bofe ou espada?
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