Coisa de mestre (sexta - 09/05/08 - 12h14)

O dia nasce nas Ilhas Maurício
Música do dia (sexta - 09/05/08 - 12h12)
Nascida no estado americano da Geórgia, ela tem um quê de Billie Holliday. Pelo menos é o que sinto quando fecho os olhos e ouço Madeleine Peyroux. Estreando na música aos 15 anos de idade, Madeleine Peyroux viveu na Califórnia New York e Paris, lugares que serviram para a edificação de um refinado estilo musical.

De temperamento forte e quase indecifrável, Madeleine Peyroux tem como marca de sua carreira alguns sumiços do mundo profissional da música, tempo em que deixa de gravar para se apresentar como artista de rua em Paris, como aconteceu entre 1996 e 2002.
Não faz muito tempo, uma gravadora com a qual Peyroux tinha contrato contratou um detetive particular para encontrá-la.
Polêmicas à parte, Madeleine Peyroux, que escreve e interpreta suas próprias composições e letras, mostra o seu inconteste talento em Dance Me to The End of Love, a música do dia.
De alma e entranhas mergulhadas no jazz, Madeleine Peyroux ao cantar Dance Me to The End of Love é o cardápio perfeito para uma sexta-feira “lusco fusco” que demora a decolar.
Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Dance Me to The End of Love, com Madeleine Peyroux.
Conta estranha (sexta - 09/05/08 - 12h10)
Dois anos sim, dois não, no mínimo uma eleição surge para interromper a nada dolce vita do cidadão brasileiro.
A minha promessa era não comentar sobre política neste espaço, mas um detalhe devo informar aos leitores. E a mensagem é de cunho meramente aritmético.
Por que um candidato a deputado federal, do Nordeste brasileiro, por exemplo, investe R$ 1,5 milhão em três meses de campanha para, se eleito, receber pouco mais de R$ 700 mil de salário em quatro anos de mandato?
Faça as contas antes de votar!
Pelo menos isso (sexta - 09/05/08 - 12h09)
Loucos pelo voto do eleitor, políticos não terão à disposição, na próxima campanha, as maravilhas da tecnologia. Pelo menos no Rio de Janeiro.
O Tribunal Regional Eleitoral daquele estado proibiu os candidatos a usarem telefones celulares como palanque eletrônico. O que em tese inibe o envio de mensagens de textos – os famosos torpedos – ou até mesmo de voz.
A alegação do Tribunal para a proibição é que mensagens apócrifas podem prejudicar um adversário político.
Como se os políticos brasileiros precisassem de uma ajuda do celular para cair nas chamadas bocas de Matilde.
Pagando a conta (sexta - 09/05/08 - 12h08)
Os repetidos recordes alcançados pelo preço do petróleo no mercado internacional e a alta dos preços dos alimentos devem colocar a população mundial em alerta. Mesmo com alguns países ostentando o rótulo de celeiro planetário – o Brasil é um deles – a previsão é que uma crise no setor de alimentação deve assustar os terráqueos até 2015.
Por que 2015? Honestamente não sei, mas certo é que alguém irá ganhar nesta barafunda.
Mesmo que a escassez de alimentos ainda não tenha batido às nossas portas, não há razão alguma para o presidente Lula da Silva achar que a alta do preço dos alimentos é boa para o Brasil.
Como o presidente brasileiro se empanturra no rastro do dinheiro do povo brasileiro, para ele tudo é festa.
É bom lembrar (sexta - 09/05/08 - 12h05)
Um dos momentos mais contundentes da minha incursão no jornalismo se deu em 2002, quando publiquei reportagem sobre o direito que o preso tem de votar. Considerando que a Constituição Federal garante a presunção de inocência, nenhum acusado e condenado pela Justiça pode ter cerceada a sua cidadania.
Votar é um dos direitos do cidadão, que não pode ser cassado nem mesmo por decisão judicial. Por ocasião da contundente, porém necessária, reportagem, o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, se mobilizou como pôde para minimizar os efeitos e conseqüências do trabalho jornalístico.
Como no Brasil a população carcerária cresce de maneira assustadora, o que mostra a persistente falência do Estado, os que vivem entre muralhas são capazes de eleger como muita facilidade alguns parlamentares.
De cara a população torceria o nariz para a nova situação, mas presos, mesmo que excluídos temporariamente da sociedade, dela fazem parte.
Guerreiro menino (sexta - 09/05/08 - 12h03)
(Gonzaguinha)
Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura
Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem perfeitos
É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz
Dá pra ser feliz com essa imprensa sensacionalista?
Capítulo novo (sexta - 09/05/08 - 12h02)
Com a decretação da prisão do casal acusado de matar a pequena Isabella Nardoni, muitos pensavam ter chegado ao fim o Big Brother da tragédia que tomou conta da TV brasileira nas últimas semanas. Afinal, o capítulo final do sórdido espetáculo serviu para que ambos, Alexandre e Anna Carolina saíssem da casa.
Um dia após a prisão do casal, a imprensa ainda continua se dedicando ao caso. A mais nova sandice midiática é o anúncio que Anna Carolina Jatobá, a madrasta, chorou ao ser transferida da delegacia para onde foi levada após a decretação da prisão.
Ou será que algum jornalista imaginou que a moça, culpada ou não, deixaria a delegacia às gargalhadas?
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