PARA QUE A VIDA NÃO SEJA UM ETERNO CARNAVAL

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Mais perto do céu (quinta - 11/09/08 - 14h56)

Uma criança ocupa parte da minha alma.

 

Música do dia (quinta - 11/09/08 - 14h50)

Cantor, compositor e guitarrista, Luiz Maurício Pagrana dos Santos, ou simples e genialmente Lulu Santos - já passou por este espaço -, dispensa apresentações e salamaleques outros, até porque a sua trajetória e talento falam por si.

Em tempos de possível racionamento de gás, trago a música Fullgas, neologismo que, segundo os experts, significa cheio de gás, energia e disposição.

Ao final da música, um trecho, com característica de refrão, diz “Você me abre os braços / E a gente faz um país...”.

O Brasil abriu os braços para esse cocalero “porra-louca” chamado Evo Morales, mas agora o país pode parar por conta da intransigência insana do presidente da Bolívia.

Sanha política à parte, Fullgas é um incentivo àqueles que acreditam que amar é o início de uma mudança. Mesmo que seja mais uma mudança.

Clique no link localizado no topo da coluna à direita e ouça Fullgas, com Lulu Santos e incursões delicadas e pontuais de Marina Lima.

 

Sem gás (quinta - 11/09/08 - 14h48)

No rastro do populismo barato que sempre marca as trajetórias políticas, o governo federal incentivou os taxistas de grandes cidades brasileiras a converterem os veículos para a modalidade do gás natural.

Tudo muito bem. O gás é bem mais barato e polui menos. E muita gente nessa história ganhou rios de dinheiro com a venda dos chamados “kit gás”.

Agora, com a crise política na Bolívia, o fornecimento de gás ao Brasil passou de 31 milhões de metros cúbicos diários para 14 milhões. Ou seja, menos da metade da quantidade contratada.

A região mais afetada será a Grande São Paulo. E não demora muito para o governo vir à cena para sugerir que andar a pé e comer comidas cruas faz bem à saúde.

Sem dúvida caminhar é um excelente exercício, mas ficar sem gás no fogão de casa é loucura.

Muitas vezes penso que o melhor negócio é abusar dos aeroportos brasileiros enquanto não passam para as mãos da iniciativa privada. Depois será difícil sair do país por causa do aumento de taxas. Isso já aconteceu com as estradas.

 

Maluco beleza (quinta - 11/09/08 - 14h40)

Quatorze anos de trabalho ininterrupto. US$ 8 bilhões investidos. 27 km é o comprimento do mais novo acelerador de partículas, inaugurado nesta quarta-feira na fronteira da França com a Suíça.

Centenas de cientistas tentam, nessa milionária geringonça, reeditar o “Big Bang”, que supostamente deu origem ao universo.

Coisa de gente doida, pois até agora não descobriram uma forma de acabar com uma simples gripe.

 

Chama o Aurélio! (quinta - 11/09/08 - 14h33)

Ontem, quarta-feira, enquanto esperava o início da partida entre as seleções brasileira e boliviana, acompanhei os últimos minutos do capítulo da novela global “A Favorita”.

Não há nada mais nocivo ao cidadão do que essa novela. Não bastassem as cenas de violência doméstica, traição e de iniciação ao crime, o enredo simplesmente assassina a gramática.

Há dias, detectei no folhetim da Vênus Platinada uma barbaridade cometida contra a nossa querida Língua Portuguesa. Um personagem ousou dizer “sair fora da cadeia”. Ora, quem sai só pode caminhar para fora. Ou seja, pleonasmos fazem parte do script de “A Favorita”.

Provavelmente, os autores da trama irão alegar que os erros gramaticais ocorrem para que a novela seja o mais realista possível. Se o povo fala de maneira incorreta, nada melhor do que a novela para ensinar a forma correta. Mas não, os erros são ratificados na maldita telinha.

No capítulo da noite desta quarta-feira, para turbinar ainda mais uma cena de tentativa de traição, outro personagem abusou da ignorância. Disse ele: “veste pra mim vê como é que fica”. Meu Deus, socorro! O que é isso?

Diz a sabedoria popular que “mim nada faz”, mas pelo jeito, na Globo, “mim faz tudo e mais um pouco”. Sem contar que o verbo ver foi conjugado erroneamente.

 

Pai dos burros (quinta - 11/09/08 - 14h33)

Pois bem. A seleção entrou em campo para mais um fiasco, e sobre esse assunto dedico outro comentário. Acompanhar uma partida da seleção brasileira não é a situação mais agradável. O fiz por dever de ofício. Nada mais.

O pior nessa história macabra é aturar os narradores tentando salvar a seleção, por força de contratos nada ortodoxos.

Lá pelas tantas, o narrador Galvão Bueno – ele dispensa qualquer comentário ou tentativa de apresentação – encarnando um dos 190 milhões de técnicos que existem no país, disse que a melhor saída era “inverter pro outro lado”.

Desde a infância – e confesso que estou a um passo de completar bem vividos 50 anos – soube que quando se inverte é preciso mudar de lado. Ou seja, na inversão a mudança de lado é intrínseca, implícita e outros tantos quetais explicativos.

Há aqueles que certamente dirão que sou prolixo ao falar e escrever, mas entendo que qualquer cidadão tem a obrigação de saber o próprio idioma. Não é preciso adotar um falar castiço e rebuscado, mas no mínimo com as devidas conjugações e concordâncias.

A cada dia que passa acredito ainda mais na hipótese de ter nascido em Marte.

 

Tapa na cara (quinta - 11/09/08 - 14h33)

No intervalo do jogo da seleção brasileira de futebol conversei, por telefone, com uma amiga querida. Comentávamos sobre a péssima apresentação do onze tupiniquim. E disse a ela que torcia pela seleção da Bolívia.

Quando confirmo que torço contra a seleção brasileira, muita gente fica perplexa. Mas é a mais pura realidade, e dessa opção não me envergonho.

A última vez que torci a favor da seleção brasileira foi na Copa de 1970, no México, quando verdadeiros gênios da bola conquistaram definitivamente a taça Jules Rimet, que a CBF permitiu que fosse roubada (os primos do Aladim expuseram o troféu original e guardaram no cofre a cópia).

De lá para cá, nenhuma equipe que vestiu a camisa amarela me convenceu, e por isso não mereceu uma momento sequer da minha taquicardia.

Encerrado os noventa minutos de um espetáculo mambembe, que nem para ópera Bufa serviu, os jogadores, mascarados como sempre, responderam o óbvio quando questionados pelos jornalistas. “A seleção não jogou bem”.

Qual é a novidade nessa resposta? Isso o Brasil todo já sabia e sabe.

O fato é que a CBF é um lamacento balcão de negócios, onde acertos criminosos são feitos na calada da noite. Enquanto isso, o torcedor sofre, se descabela, rói unha, gasta dinheiro e perde tempo. Para quê? Para absolutamente nada.

 

Incompetência oficial (quinta - 11/09/08 - 14h30)

Há uma notícia intrigante na edição desta quinta-feira da Folha de São Paulo. Reportagem publicada na seção “Cotidiano”, sobre a criminalidade na cidade de São Paulo, mostra de maneira transversa a inoperância do Estado quando o assunto é a segurança do cidadão. O que não significa que o Estado é competente em outras áreas. Muito pelo contrário.

“Dados da Secretaria da Segurança Pública, obtidos pela Folha, mostram que a zona oeste da capital paulista é a recordista em casos de latrocínios na cidade no primeiro semestre deste ano. Dos 29 casos de roubo seguido de morte, nove foram registrados na região”, informa o jornal.

Se a Secretaria de Segurança Pública consegue tempo e dinheiro para as estatísticas do crime, não há razão para não combater a ação dos criminosos. Essa reportagem tem um viés assustador, pois o governador José Serra negou o aumento salarial pretendido pelos policiais paulistas, que, diga-se de passagem, há dezesseis anos desconhecem o que é um contracheque mais recheado.

Enquanto na zona oeste paulistana não morrer um parente de alguma autoridade, a região ficará abandonada em termos de segurança pública.

 

Mãos ao alto (quinta -11/09/08 - 14h29)

Desde segunda-feira, 8 de setembro, tenho cobrado do Hospital do Coração e da Câmara dos Deputados uma explicação para a conta milionária da internação do deputado Ricardo Izar, falecido em 2 de maio passado.

Pelos 36 dias de internação o hospital quer receber do povo brasileiro a fortuna de US$ 1 milhão. Que pela cotação da moeda norte-americana nesta quinta-feira representa a pequena, porém inimaginável para muitos, fortuna de R$ 1.823.000,00. Para quem gosta de números comparativos, o equivalente a 4.392 salários mínimos.

Dinheiro que um reles e honesto trabalhador, que recebe essa proeza chamada salário mínimo, demoraria apenas 337 anos para conseguir.

E a assessoria do Hospital do Coração, contatada pelos meus competentes parceiros de jornalismo, alega estar proibida de comentar o assunto.

Quando alguém terá coragem de mandar para a cadeia essa quadrilha que assalta diuturnamente a honra do cidadão?

 

Números estranhos (quinta - 11/09/08 - 14h27)

Depois do caso da menina Isabella Nardoni, que morreu ao cair do apartamento do pai, em São Paulo, aumentou o número de casos semelhantes noticiados pela imprensa.

Ultimamente tenho pensando na possibilidade de o caso Isabella ter feito escola pelo país. Chega a ser inadmissível o número de casos de crianças que caem de apartamentos.

Será que isso acontecia antes do caso Isabella com tanta freqüência ou é reflexo de uma modalidade de crime que passou a ser referência para uma horda de desajustados?

Crimes contra crianças e adolescentes tiveram um aumento assustador nos últimos meses. É preciso investigar essa situação.

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Música do dia

A música Fullgas é um incentivo àqueles que acreditam que amar é o início de uma mudança. Mesmo que seja mais uma mudança. Clique na imagem abaixo e ouça.

 

Novo espaço, novo desafio

Comentar o cotidiano sempre foi um sonho, uma meta possível e não tão distante. O grande problema, como sempre, era o tempo e sua ausência. Mesmo que tardia, chegou a hora de cuidar desse carnaval em que se transformou o nosso dia-a-dia.

Muitos me perguntam se estou abandonando o jornalismo político. Não, isto não está nos meus planos. Pelo menos por enquanto. Esta é uma tarefa exclusiva do Criador.

Uma nova página significa mais trabalho, mas opinar é algo que se confunde com o ar que respiro. Existir é escrever e vice-versa. É permitir a renovação da alma, do pensamento e da lógica. É acreditar num amanhã diferente.

Lançar este novo espaço só foi possível a partir da tranqüilidade que os parceiros, conquistados nos últimos tempos, têm me proporcionado.

"Foi na trajetória e na genialidade de um engraxate que encontrei os ensinamentos necessários para descobrir que o sucesso de alguém muitas vezes está no brilho do sapato alheio."

Ucho Haddad

[Este é um agradecimento a João Francisco, meu pai, que a partir de uma humilde caixa de madeira, repleta de graxas, panos e escovas, conquistou uma trajetória digna e o respeito de muitos.]

“A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”.

Mahatma Gandhi

 

“O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor.
O amor vive de dar e perdoar, e o egoísmo vive de tomar e esquecer”.

Sathya Sai Baba

 

Tudo sobre a política nacional, direto de Brasília, com a mais comentada equipe de jornalistas políticos da atualidade.

 

Clique na imagem acima e descubra Letras do Coração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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